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Grupo suspeito de golpe financeiro usava ostentação falsa com aviões e prometia lucro de 10% ao mês

Atualizada às 18h

O grupo investigado por aplicar golpes com falsos investimentos utilizava uma estratégia baseada em ostentação falsa nas redes sociais e na promessa de lucros de até 10% ao mês para atrair vítimas, segundo a Polícia Civil. As informações foram divulgadas durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (10), após a deflagração de uma operação da Superintendência de Operações Integradas (SOI), da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), que cumpriu 10 mandados de prisão, quase 20 mandados de busca e apreensão e determinou a suspensão das atividades da empresa DF Group.

Divulgação/SSP-PI
Grupo suspeito de golpe milionário usava ostentação falsa com aviões e prometia lucro de 10% ao mês

Além das prisões, foram determinados bloqueios judiciais de contas e de valores, bem como a apreensão de diversos bens para garantir eventual ressarcimento às vítimas. Entre os itens apreendidos estão relógios de luxo, veículos importados, como Porsche e Land Rover Discovery, além de outros bens de alto valor.

De acordo com o Superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, Matheus Zanatta, o grupo prometia retornos de até 10% ao mês por meio de supostos investimentos no mercado de capitais. Embora não fosse formalmente caracterizado como uma pirâmide financeira, o esquema utilizava um modelo semelhante.

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Grupo suspeito de golpe milionário usava ostentação falsa com aviões e prometia lucro de 10% ao mês

“O grupo prometia um retorno de 10% ao mês. Funcionava como uma espécie de pirâmide financeira. Não era formalmente uma pirâmide, mas utilizava um modo de operação semelhante, alegando realizar operações de trade”, afirmou o delegado durante a coletiva.

As investigações apontam ainda que a DF Group não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado de capitais. Segundo a Polícia Civil, também já existem processos administrativos na CVM envolvendo a empresa. “Solicitamos informações à CVM para verificar se eles tinham autorização para operar, e foi constatado que não possuíam essa autorização”, destacou.

Ostentação para atrair investidores

Outro aspecto que chamou a atenção dos investigadores foi a estratégia de ostentação utilizada pelo principal investigado, Douglas, apontado como líder da organização. Segundo Filipe Bonavides, coordenador Geral da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), ele exibia nas redes sociais carros de luxo, como Ferrari e Porsche, viagens, relógios caros e até aeronaves para transmitir credibilidade e atrair novos investidores.

“O dono da empresa utilizava intensamente as redes sociais para ostentar carros de luxo, como Ferrari e Porsche, além de aviões, viagens e relógios de luxo, justamente para fazer a captação dos investidores”, disse o delegado.

As investigações revelaram, porém, que parte dessa ostentação era forjada. “Toda essa ostentação nas redes sociais era fabricada. Havia situações em que ele ia ao aeroporto apenas para tirar fotos com aviões que nem eram dele e publicava as imagens para impressionar as pessoas”, afirmou.

A polícia também sustenta que o sistema utilizado para apresentar os lucros aos investidores era manipulado. “Todos aqueles ganhos que ele mostrava eram produzidos a partir de um sistema totalmente controlado e manipulado por ele. Podia informar qualquer rentabilidade para encantar as vítimas”, acrescentou.

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Grupo suspeito de golpe milionário usava ostentação falsa com aviões e prometia lucro de 10% ao mês

Esquema entrou em colapso

Conforme a investigação, o grupo criava a impressão de atuar no mercado financeiro havia entre cinco e sete anos. No entanto, os principais registros da empresa têm pouco mais de dois anos.

Segundo a polícia, o esquema dependia da entrada constante de novos investidores para continuar pagando os rendimentos prometidos. “As pessoas foram injetando dinheiro até que chegou um momento em que eles não conseguiram mais pagar, porque os pagamentos eram feitos com a captação de novos investidores. Chega um ponto em que esse modelo inevitavelmente entra em colapso”, explicou o delegado.

Além da investigação no Piauí, a SSP informou que mantém contato com a Justiça e as forças de segurança do Estado de São Paulo para apurar informações sobre possíveis investigações e processos criminais envolvendo Douglas naquele estado.

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Grupo suspeito de golpe milionário usava ostentação falsa com aviões e prometia lucro de 10% ao mês

Alerta à população

Durante a coletiva, as autoridades fizeram um alerta para que a população desconfie de promessas de ganhos elevados e garantidos e verifique se empresas de investimentos possuem autorização dos órgãos competentes.

“São golpes que estão sempre se renovando. Quando um cai, outro surge no lugar. O nosso apelo é para que as pessoas não acreditem tão facilmente em promessas de ganhos exorbitantes e busquem informações sobre a credibilidade dessas empresas antes de investir”, destacou o delegado Filipe Bonavides.