O Ministério Público do Piauí (MPPI) e o Ministério Público Federal (MPF) reuniram, nesta semana, com representantes de órgãos técnicos ambientais para discutir a retirada de aguapés, materiais orgânicos e resíduos sólidos acumulados embaixo da ponte do Mocambinho, no Rio Poti, em Teresina.
O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Carmelina Moura, titular da 24ª Promotoria de Justiça do MPPI, e pelo procurador da República Kelston Lages do MPF.A reunião abordou, os danos à fauna e à flora causados pelo acúmulo de resíduos e aguapés, além do impacto que a situação provoca nas atividades de pesca na região.
A promotora Carmelina Moura destacou a necessidade de atuação urgente e integrada dos órgãos para retirada do material. O procurador Kelston Lages reforçou os danos ambientais e cobrou articulação entre as instituições para resolver o problema. A avaliação compartilhada é de que uma resolução para a situação dos aguapés na região, não pode ser prolongada.
Ao fim da reunião, ficou deliberada a criação de um Grupo de Trabalho sob coordenação da SDU Norte. O grupo tem dez dias para entregar um plano com ações, cronograma e orçamento para a execução emergencial da limpeza. Além de propor as intervenções, o colegiado também deverá investigar as causas do acúmulo dos materiais no local, com o objetivo de evitar que o problema se repita.
Participaram da reunião representantes das Secretarias Municipais de Meio Ambiente (Semam) e de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), da SDU Norte, do Ibama e da Associação Social para Educação e Tratamento dos Excepcionais (Asete).