Cordão Grupo de Dança fala sobre relações prisões e liberdade

A coreografia revela que a união pode resistir aos percalços da vida, o que não ocorre com sentimento individualista.

21/11/2018 10:39h

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O Cordão Grupo de Dança segue com as apresentações, hoje e amanhã, dias 21 e 22 de novembro, do espetáculo “Corpo~Cordão”. A montagem está sendo apresentada na Casa da Cultura de Teresina, sempre as 19h. Em cena, os bailarinos propõem reflexões, através da dança, sobre as subjetivas prisões sociais às quais o corpo humano é submetido.

O coordenador e professor do Cordão Grupo de Dança, Roberto Freitas, explica que a montagem é baseada em uma pesquisa de mestrado que levou a uma dissertação. O trabalho acadêmico analisa a influência da dança na formação de vida dos jovens teresinenses. O espetáculo partiu dessas observações para traçar um olhar social. 

“As pessoas que vivem em sociedade agem por meio de códigos que são impostos, muitas das pessoas não se mostram quem elas realmente são, agem de acordo com esses códigos. E o corpo não se esconde, ele se mostra, na dança principalmente. A dança liberta dessas prisões e dessas formalidades”, explica Roberto. 

O espetáculo, segundo define o professor, é um exercício de força, resistência, respeito e tudo mais ligado à experiência coletiva do viver. Por isso, traduz ainda muito da própria atuação do Cordão Grupo de Dança, que vem criando inúmeros entrelaçamentos nas relações humanas ao longo dos seus anos de atuação. 

“O corpo é o cordão que conecta a pessoa à sua existência. Um corpo que se move cria relações com o mundo inventando uma teia rizomática, um entremeado de fios que se conectam e desconectam, atam e desatam diferentes formas de existir. Um fio sozinho pode ser frágil, mas a união de vários fios forma um Cordão, que é mais forte, capaz de resistir”, acrescenta Roberto. 

O Cordão Grupo de Dança é composto por jovens estudantes e egressos da Escola Municipal Porfírio Cordão.  O grupo foi criado em fevereiro de 2005, sob a coordenação do professor Roberto Freitas – mestre em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília – UnB/2017. O grupo vem há 13 anos destacando-se por uma rede de pensamentos que conecta fazeres artísticos, educativos e de inclusão.

A concepção e a direção da montagem são assinadas por Roberto Freitas. No elenco estão os intérpretes Agda Nascimento, Beatriz Lima, Irislene Mesquita, Jefferson Lima, Raian Santos e Rudson Plácido. Os figurinos e o projeto gráfico são de Tupy Neto e a confecção dos figurinos é de Regina Mendes. 

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Por: Yuri Ribeiro

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