Familiares e amigos se despedem de Bebeto de Freitas

Funeral de ex-treinador é marcado por emoção em cemitério no Rio de Janeiro. Nomes como Bernardinho e Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético-MG, acompanham cerimônia

15/03/2018 15:50h

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Bebeto de Freitas foi enterrado na tarde desta quinta-feira, no Cemitério São João Batista, em Botafogo. A cerimônia, fechada à imprensa, foi acompanhada por amigos e familiares do ex-técnico, que morreu após uma parada cardíaca na última terça-feira. Bebeto, de 68 anos, mentor da Geração de Prata que conquistou a primeira medalha olímpica do vôlei nacional, em Los Angeles 1984, recebeu seu último adeus.

Na quarta-feira, Bebeto havia sido velado nas sedes do Atlético-MG, onde era diretor de administração e controle, e na do Botafogo, clube do qual era torcedor fanático, ex-atleta e ex-presidente. Nesta manhã, o caixão com o corpo do ex-técnico deixou a sede do Alvinegro por volta de 9h30 em um carro do Corpo dos Bombeiros. Lá, chegou meia hora depois. Ainda não havia amigos ou familiares. Apenas o sobrinho, Marcelo, que cuidou dos trâmites burocráticos para o enterro.

- Bebeto, na verdade, deixa um legado de pai, filho, irmão, tio. Não é só no esporte, mas mais do que isso. Pela forma sempre honesta que agiu, pela pessoa que ele era.

O corpo foi velado na capela 2 do Cemitério São João Batista. No início da tarde, personalidades do esporte começaram a chegar ao local. Túlio, volante do Botafogo durante o período em que Bebeto foi presidente, compareceu ao local. Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético-MG, veio de Belo Horizonte para prestar solidariedade à família.

- Nós viemos dar o último adeus ao Bebeto depois desse evento trágico na última terça-feira. De lá para cá, estamos tentando dar todo o apoio e conforto à família. Eu, particularmente, sou amigo do Bebeto desde 1999. Estou no Atlético há 20 anos. Desde então, temos uma amizade muito forte. Era meu braço direito, meu braço esquerdo e meu coração lá dentro. A palavra de experiência quando eu precisava – afirmou o mandatário, que revelou que pode chamar o filho de Bebeto, Rico, técnico de vôlei de praia, para algum projeto no clube.

Bernardinho chegou pouco antes do cortejo. O técnico, que foi pupilo de Bebeto, acompanhou os momentos finais do velório e tentou dar carinho à família. Às 15h10, o caixão deixou a capela para ser enterrado. No caminho, família e amigos choravam a despedida de um dos maiores nomes do esporte brasileiro.

A carreira esportiva de Paulo Roberto Freitas, o Bebeto de Freitas, é extensa: foi jogador e técnico da seleção brasileira de voleibol. Comandou a histórica geração de prata da seleção masculina em Los Angeles-1984. Além do feito, também revelou uma série de jogadores que fizeram da equipe uma seleção imbatível nos anos seguintes, como Carlão e Giovane. Bebeto também foi o mentor de dois outros grandes treinadores do vôlei mundial: José Roberto Guimarães e Bernardinho. Depois, se sagrou campeão da Liga Mundial de 1997 e do Mundial com a Itália em 1998, até que o amor pelo Botafogo bateu mais forte em seu peito e lhe fez trocar de esporte.

No futebol, teve a primeira passagem pelo Atlético-MG em 1999. Trabalhou no clube ainda em 2001. Foi presidente do Botafogo entre 2003 e 2008. Posteriormente, voltou ao Galo como diretor-executivo, em 2009. Assumiu a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer na gestão de Alexandre Kalil na prefeitura de Belo Horizonte, no início de 2017. Com a eleição de Sérgio Sette Câmara para presidente do Atlético-MG, no final do ano passado, retornou ao clube, desta vez no cargo de diretor de administração e controle.

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Fonte: Globo Esporte

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