O atleta piauiense Warner Lopes foi convocado para representar o Brasil no 5º Pan American Kung Fu Championships, que acontece entre os dias 5 e 12 de outubro de 2026, em Buenos Aires, na Argentina. A confirmação da participação internacional chega após uma temporada de destaque, marcada por títulos estaduais, regionais e nacionais que colocaram o nome do Piauí entre os principais do kung fu brasileiro.
Warner integrará a delegação brasileira ao lado da também piauiense Talita Silva. Os dois atletas chegam ao Pan-Americano depois de uma sequência de resultados expressivos em 2025, quando conquistaram os principais títulos do circuito nacional. Ambos foram campeões piauiense, da Copa Piauí, do Interestadual, do Nordeste e do Campeonato Brasileiro.
Com mais de 100 medalhas conquistadas ao longo de 14 anos de carreira, Warner vê a convocação como uma das maiores recompensas da trajetória construída desde que começou a praticar kung fu, aos 16 anos. Hoje, aos 30, ele celebra a oportunidade de voltar a vestir a camisa da seleção brasileira.
“A maior honra para um atleta é representar seu país. Fiquei muito feliz com a convocação porque é a materialização de meses e anos de esforços. Estou empolgado e animado para defender o Brasil novamente”, afirmou.
Piauienses estão entre melhores do país
Os resultados mais recentes ajudam a explicar a presença dos atletas na competição continental. No 35º Campeonato Brasileiro de Kung Fu Wushu, realizado em dezembro de 2025, Talita Silva conquistou duas medalhas de ouro no estilo taolu e se tornou bicampeã brasileira. Já Warner subiu ao pódio três vezes, com uma medalha de ouro, uma de prata e uma de bronze.
Curiosamente, não foi o ouro que teve maior significado para ele. O atleta destaca que a medalha de bronze conquistada na categoria espada reta, sua especialidade, foi a que mais o marcou durante a competição.
“A medalha de bronze, sem dúvidas. Foi na minha categoria preferida e também aquela em que sou especialista. Além disso, foi a disputa mais equilibrada da competição. Por isso ela tem mais significado para mim”, explicou.
Mesmo com os resultados individuais, Warner faz questão de destacar outro motivo de orgulho. Segundo ele, acompanhar o desempenho de seus alunos durante as competições tem sido tão gratificante quanto subir ao pódio.
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Desafio internacional
A preparação dos competidores para o Pan-Americano já começou e inclui reforço nos treinamentos físicos. O atleta voltou à musculação e mantém uma rotina voltada para o aperfeiçoamento técnico, característica que considera um diferencial de sua escola e de sua trajetória competitiva.
O aspecto mental, porém, é apontado como o maior desafio. “É muito difícil se manter entre os melhores e acreditar que você é tão capaz quanto qualquer um que está lá”, afirmou.
Apesar da confiança, Warner reconhece o alto nível da competição. Segundo ele, suas categorias reúnem alguns dos principais nomes do continente, incluindo atletas que já conquistaram títulos mundiais.
“As expectativas são boas. Espero conseguir o título e a medalha de ouro para o Brasil. Mas minhas categorias são extremamente difíceis. O desafio é imenso”, disse.
Apaixonado pela cultura, filosofia e tradições das artes marciais chinesas, Warner afirma que o kung fu se tornou uma missão de vida. Além da busca por resultados, ele vê a modalidade como uma ferramenta para desenvolver disciplina, saúde e resiliência.
Embora considere que vive um dos momentos mais consistentes da carreira, o atleta ainda evita classificar 2026 como sua melhor temporada. Para ele, esse reconhecimento dependerá do resultado em Buenos Aires. “Uma medalha no Pan-Americano vai tornar essa a melhor temporada da minha carreira, sem dúvidas”, afirmou.
A competição continental será a principal oportunidade para os atletas piauienses transformarem o domínio conquistado no cenário nacional em destaque internacional e buscar um lugar entre os melhores do continente.