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Ex-estagiário e chefe de investigação são presos suspeitos de atuar em plano para matar promotor

A ação investiga a suposta atuação do PCC junto a agentes públicos, além de crimes de extorsão, violação de sigilo funcional e infiltração de criminosos em órgãos públicos

09/06/2026 às 10h40

Um estagiário do Ministério Público de São Paulo, um policial penal e um ex-policial civil foram alvos de mandados de prisão temporária na Operação Infiltrados, deflagrada na manhã desta terça-feira (9). A ação investiga a suposta atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) junto a agentes públicos, além de crimes de extorsão, violação de sigilo funcional e infiltração de criminosos em órgãos públicos.

Ex-estagiário e chefe de investigação são presos suspeitos de atuar em plano para matar promotor - (PCSP/Divulgação) PCSP/Divulgação
Ex-estagiário e chefe de investigação são presos suspeitos de atuar em plano para matar promotor

A operação é um desdobramento das operações Pronta Resposta e Off White e conta com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) de Campinas, da Corregedoria da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Penal. Além das prisões, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso.

Segundo as investigações, integrantes do PCC planejavam um atentado contra o promotor de Justiça do Gaeco, Amauri Silveira Filho. De acordo com o Ministério Público, um dos principais suspeitos de arquitetar o crime se reuniu com o chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas uma semana antes da operação que frustrou a suposta tentativa de assassinato, em 2025. Vídeos obtidos pelos investigadores registraram o encontro entre o criminoso e o servidor público.

As apurações também apontam que um estagiário do Ministério Público teria praticado extorsão contra um integrante do PCC. Conforme o órgão, o funcionário se infiltrou em uma Promotoria Criminal de Campinas e, com a ajuda de outros servidores, identificou um criminoso com elevado poder econômico. A partir disso, passou a exigir dinheiro em troca de suposta proteção em investigações.

Ainda segundo o Ministério Público, o estagiário, que hoje é advogado, teria contado com o apoio de um policial penal e de um ex-policial civil, que já havia sido expulso da corporação por envolvimento em crime de extorsão.

Com supervisão de Ithyara Borges