Aprovados em concurso da PC fazem ato para discutir projeto de Dias

Segundo os manifestantes, a proposta pode afetar as contratações de aprovados em concurso na Polícia Civil e afetar a segurança pública.

22/02/2019 17:31h

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Os aprovados no último concurso público da Polícia Civil, realizado em junho de 2018, estão organizando um ato para a próxima terça-feira (26) na sede da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) para discutir a reforma administrativa (PLC 02/2019) que trata sobre o congelamento de gastos do Governo do Estado. Entre os pontos abordados na reforma, está a suspensão de nomeações e promoções durante o período de um ano.

Segundo Iana Pádua, uma das aprovadas no concurso, a manifestação não é contra o projeto em si, mas para que sejam discutidos a fundo como os cortes poderão afetar áreas essenciais para a população, como a segurança pública, a saúde e a educação. “Estamos preocupados, sobretudo, com a situação da segurança do estado, pois a Polícia Civil já se encontra com déficit de servidores, pois já envolve uma demanda da população, que é mais segurança”, afirma.

De acordo com ela, os manifestantes pretendem pedir aos deputados a realização de uma audiência pública para que o projeto seja debatido. Apesar de não haver previsão para convocação para o curso de formação ou para a nomeação, os concursados temem que a reforma atrase ainda mais o processo. Ao todo, 51 pessoas foram aprovadas para o cargo de delegado, 257 pessoas para o cargo de agente e 58 para o cargo de perito.

A reforma administrativa foi apresentada na última segunda-feira (12) pelo governador Wellington Dias na Alepi. O projeto prevê a redução de gastos da máquina pública e o equilíbrio das finanças do Estado. Entre os pontos abordados na reforma política está a suspensão da nomeação e contratação em cargo de carreira civil ou militar, bem como a reintegração decorrente de invalidação administrativa de demissão. O projeto ressalva, no entanto, as reposições decorrentes de nomeação que não implicarem em novas despesas e as reposições recorrentes de aposentadoria ou falecimento de servidores da área de educação, saúde e segurança.

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Por: Nathalia Amaral.

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