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Compra de ambulância pode ter sido usada para desvio de dinheiro em Itaueira

Gestores e empresários são investigados por irregularidades no processo licitatório

21/07/2020 17:23

A compra de uma ambulância pela gestão municipal de Itaueira, no Sul do Piauí, é investigada pelo Ministério Público depois que surgiu a suspeita de irregularidades no processo licitatório. Nessa segunda-feira (20/07), o MP ingressou com ação civil pública por improbidade administrativa contra o prefeito de Itaueira, Quirino Avelino, dois secretários do município, um ex-secretário e dois empresários.

De acordo com o promotor Justiça Francisco Santiago Júnior, a prefeitura de Itaueira comprou, através de processo licitatório na modalidade tomada de preço, uma ambulância para o transporte de pacientes no valor R$ 79.500,00 da empresa Totalmax Serviços e Produtos, que tem sede em Santa Inês – MA.  Contudo, o veículo entregue apresenta chassi adulterado.

“O automóvel usado não corresponde ao que está descrito na nota fiscal do produto, embora tenha as mesmas características do veículo da nota – cor/marca/modelo/ano – o chassi é de outro veículo. A constatação na diferença dos chassis foi descoberta durante as apurações feitas pela PJ de Itaueira através de um inquérito civil instaurado”, explicou o promotor no pedido.

Foto: Divulgação / Prefeitura de Itaueira 

Há suspeita de que o processo licitatório foi fraudado com a participação dos secretários de finanças e de saúde e dos dois empresários proprietários das empresas que participaram da tomada de preço. O promotor Francisco Santiago Junior defende que ocorreu desvio de dinheiro público na transação.

“A aquisição da ambulância foi usada para suposto desvio de dinheiro público, seja em razão da aquisição superfaturada da unidade móvel de saúde, seja em razão de pagamento do alto valor realizado, sem qualquer justificativa”, explicou.

A reportagem não conseguiu contato com a gestão do município e nem com a empresa citada pelo Ministério Público. O espaço segue aberto para os esclarecimentos dos citados. 

Por: Otávio Neto, com informações do MP
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