Crianças desenvolvem projetos para feira de robótica

Cerca de 400 crianças, com idade de 03 a 10 anos, mostraram que, apesar de pequenas, entendem muito de robóticas e componentes eletrônicos.

27/06/2019 12:23h

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Aprender sobre um tema novo é, sem dúvida, bastante empolgante. E é assim que as crianças do Centro Educacional José Alves de Sousa Neto, atendida pelo Sesc Piauí, estão ao verem seus projetos sempre apresentados na I Feira de Robótica Educativa, que aconteceu nos dias 26 e 27 deste mês.

Cerca de 400 crianças, com idade de 03 a 10 anos, mostraram que, apesar de pequenas, entendem muito de robóticas e componentes eletrônicos. Com as aulas realizadas em sala e no laboratório, elas desenvolveram protótipos, como carrinhos e robôs e conta a alegria de participar do evento.

A estudante Maria Beatriz Soares Pereira (10) conta que o professor deu todos os direcionamentos em sala de aula e auxiliou na realização dos projetos. Para ela, a robótica tem muita importância e deveria ser aprendida por todos.

“Estamos apresentando na feira proto bolt, que transmite a energia para o LED e faz a luz acender. Em sal de aula também aprendemos sobre os componentes eletrônicos e nosso projeto foi desenvolvendo até chegar aqui, com tudo finalizado. A robótica está presente no nosso dia a dia, em tudo, então é importante sabermos e conhecermos mais sobre isso”, destaca.

Vicente de Paula Oliveira Sousa Neto (10) pontua que a robótica é muito interessante, principalmente para as crianças, pois ajuda a incentivar a aprender temas novos. O menino cita que os alunos aprenderam a desenvolver um carro inteligente, com sensor que reconhece o obstáculo, evitando assim um possível im


Foto: Assis Fernandes

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“A robótica incentiva muito as pessoas e eu quero ser criador de robô quando eu crescer. Eu nunca tive contato com a robótica, essa é minha primeira vez e eu pretendo continuar estudando sobre isso”, fala.

O professor de robótica do Sesc, Marcos Patrício Vieira, ressalta a satisfação de ver as crianças aprendendo e desenvolvendo seus projetos, mas pontua que é um desafio. Para ensinar as crianças são necessárias técnicas que atraiam sua atenção e que deixem o conteúdo interessante, dinâmico e de fácil compreensão.

“Para trabalha com crianças precisamos nos valer da ludicidade. é trabalhando com o brincar e com o lúdico que vamos apresentando e colocando os conteúdos no ensino de robótica para eles. Usamos de brincadeiras de damas e xadrez para apresentar a Lógica, a Matemática, também levamos ao laboratório para fazermos experiências de Física e Química, isso tudo com vídeos e filmes, explicando também sobre Astronomia, pois tudo isso também envolve a robótica”, comenta o professor.

Segundo o professor, é muito gratificante ver os projetos sendo desenvolvidos. Para as próximas feiras, a expectativa é de que os protótipos que sejam criados sejam mais complexos, de forma a aprofundar ainda mais o conteúdo que os alunos aprendem.

Intertítulo: Sesc incentiva conhecimento

A diretora do Centro Educacional José Alves de Sousa Neto, Cristiane Marques Magalhães, conta que a primeira feira gerou muita animação, tanto nos alunos como os professores, e destaca que a expectativa é que nas próximas edições eles tenham mais conhecimento sobre robótica.

“Esses robôs que estão sendo apresentados foram feitos pelos alunos, que colocaram em prática tudo que aprenderam em sala de aula. Nós sabemos que a tecnologia está avançando e entrando nas escolas, então o fosso futuro é de que essa crianças concorram mais na frente em alguma feira de robótica fora do Piauí”, finaliza.

O diretor regional do Sesc, Jesus Arrais, enfatiza que o Sesc desenvolve ações na área de Educação, Cultura, Saúde e Lazer, e que na educação, são desenvolvidos projetos com crianças de 02 a 14 anos. Segundo ele, é fundamental apresentar conteúdo que desperte o interesse de crianças e adolescentes.

“Essas crianças assimilam muito rapidamente a tecnologia, então estamos despertando o interesse delas com relação ao futuro, ofertando o que elas gosta para ver o que elas querem ser quando crescer, e estamos aqui para ajudar no desenvolvimento metal de cada uma delas”, conclui.

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Por: Isabela Lopes

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