Cinco dias após ser internada numa unidade de terapia intensiva de um hospital particular de Teresina, a delegada Maria Vilma Alves, titular da Delegacia da Mulher (Centro), foi submetida a uma cirurgia para implante de um marca-passo, aparelho colocado debaixo da pele e conectado ao coração através de um ou mais fios, chamados eletrodos, com o objetivo de controlar os batimentos do coração.

O marca-passo é indicado quando o número de batimentos cardíacos está muito baixo. Por conta da freqüência cardíaca anormal, o coração bombeia menos sangue e causa sintomas como fadiga, falta de ar e desmaio.
A delegada Vilma Alves, da Delegacia da Mulher (Foto: Elias Fontinele / O DIA)
"A delegada estava com os batimentos fracos, e o marca-passo serve para normalizar. A cirurgia foi um sucesso e agora ela está em observação. Domingo estive na UTI com ela, e constatei que é uma senhora muito forte", afirmou uma amiga da família.
Na segunda-feira pela manhã, um dia antes da cirurgia, a delegada foi submetida a um exame de cateterismo, através do qual é possível avaliar a função do coração, visualizar as artérias coronárias (que fornecem oxigênio ao coração) e a presença de placas de gordura (estenose/obstrução), avaliar alterações no funcionamento das válvulas cardíacas e mesmo a presença de doenças congênitas.
Um cateter fino e flexível é introduzido através de uma veia ou artéria periférica até o coração. Este cateter pode ter várias finalidades, como visualizar as artérias coronárias (cinecoronariografia), desobstruir placas de gordura (angioplastia), avaliar a função do coração (estudo hemodinâmico) entre outras.
Antes de ser internada, a delegada Vilma Alves havia contraído uma gripe, que evoluiu para pneumonia.
A cirurgia de marca-passo
O procedimento de implante de um marca-passo é normalmente rápido. Não é necessária uma cirurgia aberta do coração e a maioria das pessoas recebe alta em 24 horas. Antes da cirurgia, um medicamento é administrado para deixá-lo relaxado e confortável. A cirurgia é realizada com anestesia local.
No caso da delegada Vilma, porém, a recuperação pode levar mais alguns dias ou semanas, período em que ela ficará de licença médica.
Por: CÃcero Portela