A mensagem enviada pelo Governo
do Estado propondo a unificação das carreiras de agente e escrivão de Polícia
Civil está gerando impasses entre policiais e delegados. O texto, que foi lido
na Assembleia Legislativa, prevê basicamente a junção das atribuições do
escrivão com as de agente, mas foi retirado após representantes da categoria fazerem
um pequeno protesto na Alepi.
De acordo com Vilobaldo Carvalho, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi), já foram feitos alguns acordos com o Governo a respeito do texto enviado à Alepi. “As modificações que conseguimos inclui dar segurança jurídica aos atuais aposentados da polícia, e tirar o ‘automaticamente’ da passagem que falava que os ataus agentes seriam automaticamente levados para Acadepol. Colocamos um ‘facultativamente’, porque se eu fiz concurso para agente e não tenho nenhuma afinidade com o cargo cartorário de escrivão, não obrigado a seguir outra carreira”, pontuou Vilobaldo.
Segundo o Sinpolpi, o impasse está no fato que os delegados de Polícia Civil terem o entendimento de que um cargo só com todas as atribuições seria um cargo fortalecido, abrindo espaço inclusive para uma carreira única. “O governo se curvou à vontade deles, que são minoria. É o agente que está no trabalho de campo, que faz as prisões, é o escrivão que cuida de toda a parte cartorária da investigação e o delegado produz um relatório no final. Não podemos aceitar esta mensagem”, afirmou o presidente da entidade.
O líder do Governo na Alepi, deputado Francisco Limma, destacou enquanto não houver um entendimento entre as categorias da Polícia Civil, a orientação geral é que não haja votação sobre o texto enviado pelo Governo. “Se há um dissenso, temos que construir um consenso para unificar a proposta”, disse. O parlamentar não deu um novo prazo para que o projeto volte a ser discutido.
Por: Maria Clara Estrêla, com informações de Ithyara Borges