Os taxistas seguiram em protesto até a Assembléia Legislativa do Piauí - Alepi, na Avenida Marechal Castelo Branco, onde não foram recebidos pelo presidente Themistocles Filho, como esperado pela classe. De acordo com Everardo Fontenele, presidente da cooperativa RádioTaxi, mesmo não sendo atendidos, um documento com as reivindicações do grupo foi protocolado junto a Assembléia.
Após o fim do protesto, por volta das 11h30, os taxistas se dispersaram e o trânsito da região voltou ao normal. Segundo Everardo, os táxis também retornam ao seu pleno funcionamento, devendo rodar na parte da tarde.

Atualizada às 11h00min
Por volta das 9h30min, os taxistas chegaram em frente ao Karnak, onde fizeram uma oração e, logo em seguida, Gisele de Araújo Lima, filha do taxista Pedro de Jesus Lima, assassinado na última sexta-feira (27), defendeu o pai das acusações feitas pelo adolescente que foi apreendido. O menino disse à polícia que o crime foi motivado por vingança e que a vítima seria assaltante e traficante.
Fotos: Assis Fernandes/ODIA

Gisele disse que o pai era trabalhador. "Ele tinha mais de 35 anos de carreira pública na Cepisa. Aí vem um bandido desse denegrir a imagem do meu pai. Estamos de coração partido, mas firmes. Ele sempre nos ensinou a ser fortes", disse a filha ao microfone.
Em seguida, os taxistas voltaram pela Frei Serafim em direção à Alepi. A partir das 9h50, o congestionamento ocorreu também no sentido centro/leste, mas a via no sentido leste/centro começou a ser liberada após as 10h. Por volta das 11h, o trânsito foi normalizado na Frei Serafim e os taxistas se concentraram na avenida Marechal Castelo Branco.
Atualizada às 9h30min
Pelo menos mil taxistas bloquearam a avenida Marechal Castelo Branco na manhã desta terça-feira (01). Em seguida, eles foram em carreata em direção à Frei Serafim, o que está provocando um grande congestionamento. Todas as vias no sentido leste/centro foram ocupadas pelos taxistas a partir das 8h30min. Eles também priorizam fechar todos os cruzamentos.

O percurso que iniciou na Marechal, segue pela Frei Serafim até chegar em frente ao Palácio de Karnak. Depois os taxistas descem para a Assembleia Legislativa do Piauí. Agentes da Strans e a Polícia Militar acompanham o trajeto.
Os motoristas prometeram ainda parar as atividades durante todo o dia, como forma de protesto. Segundo o estudante Inácio Pinheiro, hoje cedo a sua irmã passou mal e precisou ser levada ao HUT, mas nenhuma linha de táxi tinha carro disponível. "Tivemos a sorte de conseguir um que estava perto de casa", conta Inácio.

Segundo Santana, taxista da cooperativa Nosso Táxi, a categoria quer ser recebida pelas autoridades do Estado. Se ninguém falar com a gente no Karnak, descemos para a Alepi. Existe a possibilidade de uma comissão ser recebida pelo presidente da Assembleia, Themístocles Filho", disse Santana. A comissão é formada pelos presidentes das cooperativas, representantes dos taxistas e dos autônomos.

Nos últimos 13 meses foram registrados quatro homicídios contra taxistas em serviço. A categoria contabiliza, em média 15 assaltos por mês. “Estamos protestando contra o descaso que a nossa categoria sofre. Somos vítimas constantes de violência. Todas essas mortes aconteceram de forma brutal”, reclamou Santana, acrescentantdo que a manifestação é a única alternativa para chamar a atenção das autoridades. "Só nos resta fazer um protesto desse porte", concluiu.
Foto: Marcos Cunha/ODIA

Vinícius e Josi Andrade (foto acima) tiveram que descer do carro e continuar o percurso até o trabalho a pé. "Nós entendemos que é uma forma de obter atenção para a segurança. Eles têm, sim, o direito de protestar", opinou Vinícius.
Por: Nayara Felizardo, com informações de Marcos Cunha (estagiário)