Adolescente é apreendido por matar morador de rua por causa de R$ 110 em Teresina

Crime ocorreu em maio deste ano e o corpo de Sátiro Joânio foi jogado em um contêiner ao lado do cemitério do Buenos Aires. Mais duas pessoas foram indiciadas.

12/10/2021 10:15h

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O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deu cumprimento a um mandado de prisão e a um mandado de apreensão contra os envolvidos no assassinato de Sátiro Jânio, ocorrido no dia 16 de maio deste ano. O corpo de Sátiro foi encontrado por populares jogado dentro de contêiner ao lado do cemitério do Buenos Aires, na zona Norte de Teresina.

O que chama a atenção é a motivação do crime: o adolescente que matou a vítima, o fez por causa de R$ 110,00. Ele confessou tudo em depoimento ao delegado Genival Vilela, que presidiu o inquérito, após ser apreendido. O delegado dá mais detalhes: 

“O rapaz foi identificado, intimado e confessou a participação na morte. A motivação foi a seguinte: segundo o adolescente, ele teria deixado cair uma pequena quantia, em torno de R$ 110,00. A vítima pegou e não quis devolver esse dinheiro. Ele e o outro envolvido subjugaram a vítima, derrubaram-na no chão e a esfaquearam”.


O inquérito foi presidido pelo delegado Genival Vilela, do DHPP - Foto: Jailson Soares/O Dia

Ao todo, três pessoas foram indiciadas por envolvimento na morte de Sátiro Jânio: o adolescente, o homem que estava com ele e uma terceira pessoa que depositou o corpo da vítima no contêiner próximo ao muro do cemitério. O adolescente foi localizado, apreendido e já foi encaminhado para o Centro de Defesa da Cidadania (CDC), onde irá cumprir medida socioeducativa. 

O outro homem que esfaqueou Sátiro já se encontrava preso por roubo e agora responderá pelo crime de homicídio. O mandado contra ele foi cumprido dentro de uma unidade do sistema prisional. Já o terceiro envolvido, que tentou se desfazer do corpo da vítima ainda não foi localizado, mas já está identificado e foi indiciado por ocultação de cadáver e fraude processual.

Com relação à vítima, a polícia negou que ela e os acusados fossem conhecidos ou tivessem algum tipo de relação. Sátiro era, segundo o delegado Genival Vilela, usuário de drogas, morador de rua e respondia por crimes de menor potencial ofensivo. 

“É importante a gente frisar que todas as mortes aqui na capital, assim como em todo o Estado, são apuradas. Sempre que conseguimos comprovar o envolvimento de alguém, isso resulta em um pedido de prisão e nós damos cumprimento. Esse foi mais um caso em que conseguimos identificar os envolvidos, comprovar realmente a participação, a prisão foi decretado e cumprimos. Se tivermos como identificar e comprovar, com certeza será pedida a prisão dessa pessoa”, finaliza o delegado. 

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