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Delegada: exposição de casos de estupro coletivo encoraja vítimas a denunciar

Anamelka Cadena afirma que é importante identificar e punir os suspeitos, para que a sociedade seja conscientizada sobre a gravidade do crime, e mais vítimas denunciem.

14/06/2016 15:36

A delegada Anamelka Cadena, titular do Núcleo de Feminicídio da Polícia Civil do Piauí, deve ouvir em breve a jovem que teria sido vítima de um estupro coletivo na cidade de Sigefredo Pacheco, a cerca de 160 km de Teresina.

Em menos de 30 dias, este já é o terceiro caso de estupro coletivo denunciado à Polícia do Estado. Para Anamelka, a divulgação dos crimes pela imprensa e por meio das redes sociais tem ajudado a conscientizar a população quanto a gravidade dessa prática, além de encorajar as vítimas a denunciarem os agressores.

"De fato, as redes sociais e as novas tecnologias têm contribuído para que a Polícia tome conhecimento desses casos. O diálogo sobre esse crime tem ajudado a informar a população e estimulado as pessoas a denunciarem os suspeitos", afirma a delegada. 

O novo caso suspeito de estupro coletivo passou a ser investigado depois que a Polícia teve acesso a vídeos em que uma jovem de Sigefredo Pacheco aparece nua e aparentemente desacordada, tendo as partes íntimas tocadas por quatro homens.

Os outros dois casos de estupro coletivo registrados sob investigação ocorreram nas cidades de Pajéu e de Bom Jesus. 

Em Pajéu, no início de junho, uma garota de 14 anos foi estuprada por três adolescentes no banheiro de um ginásio poliesportivo da cidade. O crime foi flagrado pela mãe da menina, que estranhou a demora da filha em retornar para casa e e saiu à sua procura.

Já em Bom Jesus uma adolescente de 17 anos foi vítima de um jovem de 18 e de mais quatro menores de idade. Os acusados teriam dado bebida alcoólica para a vítima e depois praticado os atos de violência sexual. Em seguida, eles abandonaram a jovem em um canteiro de obras abandonado. 

Ela foi encontrada por populares ainda desacordada, e chegou a ficar em coma induzido, por conta da grande quantidade de álcool no sangue.

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Por: Cícero Portela
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