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Promotor denuncia suspeito de matar Aretha Dantas por feminicídio

Benigno Filho indiciou Paulo Alves por homicídio com 4 qualificadoras: feminicídio, motivação torpe, requintes de crueldade e não dar chance de defesa à vítima.

06/06/2018 10:13

O Ministério Público Estadual do Piauí denunciou Paulo Alves Neto dos Santos por crime de homicídio com quatro qualificadoras: feminicídio, crime por motivação torpe, requintes de crueldade e não dar chance de defesa à vítima. Ele é o principal suspeito de matar a cabeleireira Aretha Dantas Claro. O crime aconteceu no dia 15 de maio. Paulo encontra-se detido na Casa de Custódia desde sua prisão.A denúncia foi oferecida ontem (05) à Justiça, que terá o prazo de cinco dias, a partir de hoje, para decidir se torna o suspeito réu, a ser julgado pelo Tribunal do Júri Popular.

A informação é do promotor de justiça Benigno Filho. "Nós arrolamos quatro testemunhas de acusação para depor no processo de instrução. Assim que o acusado for citado, a defesa terá cinco dias para arrolar as testemunhas dela", explicou o promotor.

A Promotoria de Justiça esteve reunida ontem (05) com o psicólogo Eduardo Moita, diretor do Conselho Estadual de Psicologia, que analisou todos os autos do processo e assistiu ao vídeo do depoimento de Paulo Alves dado à polícia. O objetivo da reunião, segundo a promotoria, era deixar o processo livre de dúvidas acerca das condições psicológicas do acusado. No último dia 22, ao advogado de defesa de Paulo entrou com um pedido de insanidade mental junto à Justiça, alegando que o acusado sofre de transtornos psicológicos e que não estaria consciente quando cometeu o crime. O pedido foi negado pela Justiça no dia 28 e Paulo continua preso.

Com a avaliação do psicólogo feita ontem, a denúncia da Promotoria ganha consistência e atesta que Paulo cometeu os crimes em sã consciência e de forma premeditada. 

Condenação

Caso seja condenado pelo júri, a pena de Paulo Alves deve variar de 12 a 30 anos de reclusão. Isso vai depender do entendimento do Conselho de Sentença, conforme explica o promotor Benigno: "O júri pode levar em consideração a falta de antecedentes criminais, o bom comportamento durante o processo e outros pontos que a defesa vem trabalhando para ganhar evidência nos autos, mas temos em mente que se trata de uma crime bárbaro, de alto clamor social e, sobretudo, um ato injustificável", finalizou o promotor.


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Por: Nayara Felizardo, com informações de Maria Clara Estrêla (do MPE)
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