O presidente do PTB no Piauí, Paes Landim, está confiante na volta de João Vicente Claudino (sem partido) para sigla e declarou ao Jornal O DIA que todas as decisões partidárias passam por uma análise do ex-senador, que também já comandou o PTB no Estado, antes de serem adotadas.
De acordo com Paes Landim, as conversações sobre a volta do empresário estão avançadas e em março ele deve filiar-se ao PTB. “Converso com ele toda semana, embora ele tenha deixado o partido, mas, de fato, ele continua porque não tomo nenhuma decisão partidária sem consultá-lo”, declarou o deputado.

Paes landim revelou que permanencia do PTB na base governista, passa por decisão de João Vicente (Fotos: Elias Fontenele/ Assis Fernandes/ O Dia)
O deputado federal comentou ainda que a permanência do PTB na base de Wellington Dias (PT) vai depender da orientação do empresário após o retorno. Já o governador Wellington Dias tem declarado sua vontade de ter o ex-senador João Vicente Claudino em base política. “O João Vicente Claudino deve retornar ao partido em março e vamos nos reunir para decidir”, disse Paes Landim.
João Vicente deve decidir em que partido irá se filiar somente no próximo ano e, portanto, há probabilidade dele sair como candidato de oposição ao governador. Ele tem sido convidado por várias lideranças políticas para ingressar em partidos para compor tanto a chapa governista como a de oposição à Dias.
Paes Landim diz que Câmara ainda não
tem consenso sobre Reforma Política
O projeto de Reforma Política tem sido discutido há
vários meses na Câmara de
deputados e teve a votação
adiada por duas vezes nas
últimas semanas. O deputado Paes Landim não acredita que o texto seja apreciado
nos próximos dias, pois, segundo ele, os parlamentares
não entraram em consenso
sobre a proposta.
O deputado disse que, apesar da proximidade do fim
do prazo de vigência, os temas que norteiam a Reforma
Política ainda causam muita
confusão na Câmara. “O prazo está muito em cima e ninguém chegou a um consenso
sobre os temas principais, que
são sobre o distritão, distrital
misto e o fundo. Ainda está
tudo muito confuso. Vamos
ver se daqui para o fim da semana tenha o mínimo de consenso possível”, declarou.
Para Paes Landim, ainda
é incerto o resultado da votação sobre as alterações no
sistema eleitoral. “Eu acho
que o distritão elimina os
partidos, e no distrital misto
você tem a proporcionalidade por estado e o voto majoritário. Mas não vejo ainda
uma tendência para esta solução. Confesso que está tão
confuso o quadro que eu não
sei o que vai sair lá”, pontuou.
As mudanças previstas no
texto serão aprovadas se houver, em dois turnos, o voto
de 308 deputados favoráveis
à Reforma. Para valer já nas
próximas eleições, as propostas precisam ser votadas pela
Câmara e pelo Senado até o
início de outubro, um ano
antes do pleito