Piauí é o segundo estado nordestino com maior número de casos de câncer de colo do útero

O número é superado apenas pelo estado do Maranhão, que lidera a Região Nordeste em número de casos da doença

19/09/2022 17:21h

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No Brasil, cerca de 30 mil mulheres recebem, anualmente, o diagnóstico de algum câncer ginecológico. No estado do Piauí, a prevalência do câncer de colo de útero é de 19,82 casos para cada 100 mil mulheres. O número é superado apenas pelo Maranhão, que lidera a Região Nordeste com 28,49 casos. 


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(Foto: Reprodução/Pexels)

Segundo estimativas do o Instituto Nacional de Câncer (INCA), os três tipos de tumores ginecológicos mais comuns no Brasil são os cânceres de colo do útero, ovário e do endométrio. Juntos, eles somam quase 30 mil novos casos anuais. Os dados do Piauí mostram que existem 6,14 casos de  câncer de ovário para cada 100 mil mulheres e 2,12 casos de câncer de endométrio cada 100 mil mulheres.

No Brasil, o câncer de colo uterino é o terceiro mais comum nas mulheres, atrás apenas de câncer de mama e colorretal. Apesar da alta incidência, vale ressaltar que esta doença não só pode ser diagnosticada precocemente, como também é evitável. 

As medidas primordiais para evitar o câncer de colo de útero são o acesso e adesão ao exame de Papanicolau e à vacina contra o papilomavírus humano (HPV). Tanto o exame quanto a imunização estão disponíveis na rede pública.


Tumores ginecológicos: causas, sintomas e prevenção

Os tumores ginecológicos se diferenciam quanto aos fatores de risco, conforme local de origem.  Se por um lado o câncer de colo do útero tem o HPV como fator causal, o câncer do corpo do útero (ou endométrio) vem apresentando crescimento de incidência nos últimos anos provavelmente por conta da obesidade. 

O câncer de corpo do útero é responsável por cerca de 6.500 novos casos e pela morte de mais de 1800 mulheres/ano no país. Os principais sintomas são sangramento uterino anormal e desconforto pélvico, que podem alertar a mulher para a necessidade de procurar por atendimento médico e assim, há mais chances de diagnóstico e tratamento precoces.

(Foto: Reprodução/Pexels)

O câncer de ovário é o segundo tumor ginecológico maligno mais comum e é o que apresenta a menor taxa de sobrevivência entre os cânceres femininos. É chamado de tumor silencioso, por não apresentar sintomas específicos e ausência de métodos eficazes de rastreamento. Alterações genéticas podem estar presentes em 25% das pacientes com câncer de ovário e a história familiar de câncer de mama e ovário devem sempre ser sinais de alerta. Os testes genéticos tornam-se importantes ferramentas não só para definição de tratamento, mas para aconselhamento genético aos familiares.

Os cânceres de vulva e vagina são tumores mais raros e que também possuem associação com infecção por HPV como fator causal. A vacina contra o HPV e o exame ginecológico de rotina são os pilares para prevenção e diagnóstico desses tumores em fases iniciais.  Apesar dos avanços em prevenção e tratamento, a taxa de mortalidade no Brasil não tem diminuído satisfatoriamente devido a diagnósticos com doença avançada e atraso para início do tratamento.

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Edição: Adriana Magalhães

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