Caso suspeito de raiva canina é investigado em Teresina

Já foram iniciados na região os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde diante de casos suspeitos de raiva

28/09/2021 13:52h - Atualizado em 28/09/2021 15:31h

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Um caso suspeito de raiva canina identificado no bairro Aroeira, zona Norte de Teresina, é investigado pelo Centro de Controle de Zoonoses. Um primeiro teste realizado no animal já apresentou resultado positivo, contudo, outros dois exames são aguardados para a confirmação da presença da doença. Há 27 anos a Capital não registrava caso suspeito. 


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O Portal O Dia apurou que uma moradora do bairro relatou ao Centro de Controle de Zoonoses de Teresina que colocava comida para uma cadela de rua, mas que o animal se tornou agressivo e chegou a atacá-la com mordidas em um dos braços. Uma equipe da Zoonoses recolheu a cadela e iniciou a investigação. 

De acordo com o gerente de Zoonoses, Paulo Marques, o primeiro exame apontou que a cadela poderia estar com a doença. “O animal já estava em uma situação ruim, foi sacrificado e feito o exame para raiva. O primeiro exame é sugestivo. Tem outros dois exames para comprovar. Um já foi iniciado aqui e vamos aguardar 21 dias para o resultado e o outro o material vai ser enviado para o Instituto Pasteur (São Paulo) para confirmarmos esse diagnóstico”, disse.

Foto: Arquivo / O Dia 

Paulo Marques explicou que já foram iniciados os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde diante de casos suspeitos de raiva. Segundo o gerente, equipes já estão na região Norte de Teresina executando o “bloqueio”, uma série de medidas que têm como objetivo evitar que outros animais contraiam a doença. 

“Do local onde foi encontrado esse animal, temos um raio de 5 km que vamos investigar todos os animais. Começamos hoje de manhã a fazer esse serviço. Vamos passar de casa em casa para saber se tem cão e vamos acompanhar durante 10 dias para sabermos se esses animais terão alguma mudança de comportamento”, afirmou. 

Os animais que rua, por sua vez, serão sacrificados. “Os animais que estiverem nas ruas iremos buscar seus proprietários e o animal que não tem proprietário, vamos recolher para a Zoonoses, aguardar durante 10 dias. Os que não tiverem donos serão eutanasiados por norma do Ministério da Saúde. Não podemos soltar o animal que teve contato com o outro doente que vive na região”, disse Paulo Marques. 

A idosa vítima da cadela já recebeu a terceira dose da vacina antirrábica humana e tem o estado de saúde acompanhado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS).

A raiva

A raiva é transmitida a seres humanos através da saliva, sangue e secreções dos animais. O animal contaminado tem reações como agressividades, depressão e medo. O animal morre após o quinto dia de sintomas. Já em humanos, a doença é 100% letal e atinge o sistema nervoso central e pode levar a óbito em poucos dias. 

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