Chegada do B-R-O-BRÓ exige cuidados redobrados com hidratação e proteção solar

Com temperaturas que variam entre 35ºC e 38ºC, um guarda-chuva, protetor solar e uma água bem gelada se tornam indispensáveis

14/09/2021 12:40h - Atualizado em 14/09/2021 13:22h

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O teresinense já está acostumado com a ‘quentura’ da capital do Piauí, mas durante o famoso B-R-O-BRÓ, que ocorre nos meses de setembro, outubro e novembro, o calor chega a ficar insuportável. Com temperaturas que variam entre 35ºC e 38ºC, um guarda-sol, protetor solar e uma água bem gelada se tornam indispensáveis. 


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No Centro de Teresina, onde existe um grande movimento de pessoas, os ambulantes aproveitam a alta temperatura para vender guarda-sol. Marlon Soares, um vendedor que fica localizado na Praça Saraiva, afirma que todo ano, com a chegada do B-R-O-BRÓ, as vendas impulsionam. 

(Foto: Assis Fernandes/O DIA)

Entretanto, a pandemia do novo coronavírus fez com que a venda desse produto caísse consideravelmente. “Durante esse período de calor, as vendas aumentaram um pouco. Mas, a pandemia afetou muito o comércio. Antes, diariamente nós vendíamos muito”, conta Marlon.

O vendedor destaca que suas ‘sombrinhas’ tem filtro solar e são de diferentes modelos e tamanhos, para vários gostos. Ele fica no local das 8h às 13h e apesar de todos os dias estar ali, Marlon Soares ressalta que o movimento diminuiu bastante. “Nesse período vendia muito, mas agora não”, comenta.

(Foto: Assis Fernandes/O DIA)

Outros produtos que estão sempre presentes nas ruas, avenidas e praças de Teresina, especialmente nesta época do ano, são a água mineral e a água de coco. Os ambulantes geralmente vendem uma garrafa de água de 500ml por R$ 4 e um copo de água de coco por R$ 3.

Com uma simpatia que resplandece, Lucimar Calixto, vendedor que trabalha em frente à Prefeitura de Teresina conta que a água de coco é vendida com mais facilidade. “Aqui as pessoas compram mais água de coco, para refrescar”, pontua. 

(Foto: Assis Fernandes/O DIA)

O vendedor, que trabalha no mesmo ponto há cerca de três anos, explica que por conta da pandemia e da diminuição do número de pessoas que circulam pelo centro, as vendas também caíram. Todavia, ele ainda encontra seu sustento diário através deste comércio. 

“Vai um sorvetinho aí?”

Seja para refrescar-se ou ‘enganar a fome’, muitos populares que andam pelas ruas de Teresina optam por tomar um sorvete bem gelado. Carlene Albuquerque, que trabalha com a venda de sorvetes em dois pontos do Centro da capital, conta que o produto tem sido vendido de forma mediana. 

A vendedora não atribui a queda ao medo do vírus, mas sim ao desemprego. “As pessoas não estão mais preocupadas com higienização ou com vírus. Acredito que as vendas diminuíram porque as pessoas não têm emprego”, destaca. 

(Foto: Arquivo O DIA)

Apesar da diminuição, Carlene explica que trabalhando em dois pontos, diariamente, consegue vender uma quantidade que não é suficiente, mas que dá para se manter. “Não vendo muito, nem pouco. A quantidade de vendas é média”, afirma.

Focos de incêndio contribuem para o aumento das temperaturas 

'Guarda-sol', água e sorvete são as maneiras que os teresinenses encontraram de combater as altas temperaturas e o tempo seco que, neste ano, está ainda mais elevado devido às queimadas que vem ocorrendo por todo o Piauí. 

Atualmente, o estado está em situação alarmante quando se trata de focos de incêndio.  De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), já são 2.312 focos registrados, o que dá uma média de 177 por dia e sete incêndios a cada hora. 

Os incêndios, aliados às altas temperaturas do B-R-O-BRÓ e baixa umidade, contribuem para que o clima em Teresina fique quente e seco. Nesse cenário, especialistas recomendam manter o corpo sempre bem hidratado, bebendo bastante água, mesmo sem sentir sede. Além de aplicar soro fisiológico no nariz e nos olhos para evitar o ressecamento. 

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Edição: Ithyara Borges

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