Ônibus: um mês após acordo, consórcio demite 12 motoristas e cobradores, e reduz viagens

Segundo o presidente do Sintetro, redução de viagens estaria acontecendo nas linhas que atendem a Santa Maria; Vassouras; Parque Brasil e Mocambinho

13/05/2022 10:42h - Atualizado em 13/05/2022 16:02h

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Exatos um mês após a assinatura do acordo coletivo entre empresários de ônibus, trabalhadores do sistema de transporte público da capital e Prefeitura de Teresina, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), denunciou ao Portal O Dia a demissão de 12 motoristas e cobradores do Consórcio Poty, formado por três empresas e é responsável por linhas que atendem a Zona Norte de Teresina.


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Segundo o presidente do Sintetro, Antônio Cardoso, entre os pontos definidos no acordo, ficou garantido a manutenção dos empregos de trabalhadores. Porém não é o que está acontecendo.

“Lá (Consórcio Poti) demitiram cerca de 12 trabalhadores, e eles estão pegando os que ficaram e fazendo com que o trabalhador fique dois turnos e realizando uma prática que não é permitida, no caso o ‘pique’. Que é colocar um carro para rodar duas ou três viagens pela manhã e três viagens a tarde. Sendo que o ônibus poderia rodar a manhã inteira fazendo cinco ou seis viagens e a tarde do mesmo jeito”, denunciou Antônio Cardoso.

Antônio Cardoso, presidente do Sintetro, denuncia demissão de motoristas e cobradores de ônibus (Foto: Assis Fernandes / O DIA)

De acordo com a denúncia, com a demissão os outros são obrigados a dobrar o expediente de trabalho. “A STRANS determinou que rodasse um certo número de ônibus, e eles estão para enganar, porque eles colocam e logo recolhem (sem fazer a quantidade de viagens ideal para atender a real demanda)”, complementou.

As linhas onde esse problema estaria acontecendo são as que atendem a região da Santa Maria da Codipi; Santa Maria – Vassouras; Parque Brasil e Mocambinho. “Nós vamos levar essas denúncias ao Ministério Público e também ao Tribunal Regional do Trabalho – TRT e à STRANS para fiscalizar. Porque não vamos aceitar que o acordo coletivo assinado, eles tentem burlar”.

Segundo a denúncia, com as demissões, ônibus fazem menos viagens (Foto: Assis Fernandes / O DIA)

A STRANS, até o fechamento desta reportagem, não foi encontrada para se posicionar sobre a fiscalização do número de viagens que as empresas devem oferecer para os passageiros da zona Norte de Teresina. A reportagem também procurou o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), mas não obteve retorno. 

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