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Teresina para em adesão à greve contra medidas do Governo Federal

Ônibus não devem circular, bancos não vão abrir, policiais civis suspenderam atividades e outros segmentos também vão parar

28/04/2017 10:04

Hoje (28), os teresinenses devem ficar atentos ao funcionamento dos mais variados segmentos da cidade. Isto porque diferentes categorias aderiram à paralisação nacional em protesto contra a Reforma da Previdência, Reforma Trabalhista e Lei da Terceirização, propostas pelo governo do presidente Michel Temer. 

Manifestantes se reúnem na Praça Rio Branco (Foto: Divulgação)

Dentre os profissionais que já confirmaram a paralisação dos trabalhos no Piauí estão os policiais civis, agentes penitenciários, servidores federais, professores e servidores da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), professores e servidores da Universidade Federal do Piauí (Ufpi), bancários, motoristas de ônibus, servidores do Município, servidores do Estado, quatro escolas particulares de Teresina, aeroviários, além do Tribunal Regional do Trabalho. 

Bancos 

De acordo com o secretário geral do Sindicato dos Bancários do Piauí, José Ulisses, todas as agências da Capital devem paralisar nesta sexta-feira, funcionando apenas o autoatendimento. “Fizemos uma assembleia onde decidimos parar, apoiamos a causa. Porém, depende muito da adesão dos funcionários. Mas a ideia é que não funcione. Lutamos pelos direitos dos trabalhadores porque, se essas reformas forem aprovadas, os trabalhadores vão virar escravos”, esclarece. 

Ônibus 

Em relação ao funcionamento dos transportes coletivos, o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), Francisco das Chagas, afirma que todos os ônibus devem paralisar, porém, explica que alguns veículos podem circular. “Pedimos a todos que apoiem a greve e fiquem em casa. Não é para os ônibus circularem, queremos greve geral, porém, alguns podem vir a circular porque têm motoristas que ainda vão para a garagem”, explica. 

Lojas e comércio 

Na contramão das demais categorias, o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado do Piauí (Sindilojas/ PI) informa que as lojas do Centro de Teresina estarão funcionando normalmente durante todo o dia. Já o Sindicato dos Empregados no Comércio e Serviço de Teresina (Sindcom) está apoiando a greve e aderiram à paralisação. Segundo o segundo secretário geral do Sindcom, Valdivino Nonato, as reformas vão tirar os direitos da população brasileira e, por isso, eles vão parar.

Ponte Juscelino Kubitschek, na avenida Frei Serafim, teve os dois sentidos bloqueados (Foto: Divulgação)

Universidades e escolas particulares param 

No que diz respeito à Educação, a Associação de Docentes da Ufpi (Adufpi) e da Uespi (Adecesp) confrmaram adesão ao movimento. Portanto, não haverá aula em nenhuma das instituições pú- blicas de ensino superior do Estado. Já algumas faculdades optaram por suspender as atividades mais importantes no dia, como avaliações. 

Parte das escolas particulares de Teresina também decidiu aderir à paralisação. O Dom Barreto suspendeu as aulas do dia por conta da dificuldade na mobilidade dos estudantes e servidores para chegar à escola. O Diocesano, Colégio das Irmãs e Dom Bosco anunciaram, através de informativo, que também estão aderindo a greve e não haverá aula durante todos os turnos do dia. 

A adesão destas instituições foi incentivada pela orientação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que se posicionou a favor da greve geral de hoje, como forma de protesto ao cenário de reformas pelo qual o país tem passado, em especial a Reforma da Previdência. 

Moradores do conjunto Eduardo Costa bloquearam a BR 316 (Foto: Divulgação)
O arcebispo metropolitano de Teresina, Dom Jacinto, defende que o projeto de lei da Reforma da Previdência deveria ser discutido de forma mais democrática, especialmente com quem vai ser prejudicado com as medidas e diz apoiar a defesa dos diretos dos trabalhadores. 

“A Igreja se sente parceira de todos os cidadãos, nosso objetivo é contribuir com a sociedade brasileira. Temos, no cenário nacional, a discussão das reformas. A CNBB já se pronunciou e temos a necessidade de confirmar que, de fato, a Igreja vê com restrições esse projeto. Será que ao invés de penalizar os pequenos, os assalariados, a reforma não deveria primeiro ir atrás das grandes empresas que são devedoras, de forma a não tirar simplesmente dos pequenos ou reduzir benefícios que ainda são possíveis de serem mantidos?”, questiona o arcebispo.

Mobilização inicia na Praça Rio Branco 

A paralisação nacional de hoje, apoiada por diversas categorias dos trabalhadores de Teresina, vai iniciar com concentração na Praça Rio Branco, no Centro de Teresina, a partir das 8h. De acordo com o presidente da CUT, Paulo Bezerra, as categorias vão se reunir em suas sedes e, posteriormente, se concentrarão na praça, onde fcarão até às 10h da manhã, quando vão marchar em protesto fazendo um percurso nas principais ruas do Centro da Capital. 

“Vamos andar pelas ruas com carro de som, cartazes, faixas, palavras de protesto para mostrar nossa indignação com as reformas do atual governo. Vamos dar algumas paradas no prédio do INSS, na Prefeitura e no Karnak. Queremos parar tudo e pedimos que as pessoas nos ajudem, apoiando a causa e fazendo sua parte, paralisando”, diz o presidente. 

Haverá uma pausa com palanque de música, apresenta- ções culturais e lanche para os manifestantes na Praça Francisca Trindade, ao lado da Igreja São Benedito, e a paralisação deve acontecer até pelo menos às 17h

Edição: Virgiane Passos
Por: Karoll Oliveira
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