Um mês após fechamento de rotatória, obra na Av. João XXIII está parada

Mototaxistas e taxistas revelam que corridas diminuíram com o fechamento do balão

21/01/2022 13:18h

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O fechamento da rotatória da Avenida Zequinha Freire com a João XXIII completa um mês nesta sexta-feira (21). Apesar disso, quem passa pela região se depara com um cenário inalterado. Sem máquinas e trabalhadores no local, as obras de rebaixamento não iniciaram. Mototaxistas e taxistas que trabalham nas redondezas reclamam dos transtornos que iniciaram com o fechamento do balão, como o aumento do percurso para realizar o retorno, que fica a quase 2 km do antigo cruzamento.

Segundo o taxista Ribamar Ribeiro, a falta de planejamento para a obra tem causado transtornos para os motoristas que precisam trafegar pela região, como, por exemplo, os acessos alternativos pelas ruas paralelas à Avenida Zequinha Freire, que estão tomadas por mato e esburacadas. Até mesmo o retorno permitido está com buraco na via devido ao fluxo intenso de veículos pesados.


Fotos: Nathalia Amaral/ODIA

"Quem quiser acessar a Zequinha Freire por dentro não consegue, porque está cheio de buraco, as ruas estão cheias de mato. Deveriam ter asfaltado para ter essa rota alternativa, para quem não quiser passar pelo cruzamento", afirma.

Além disso, o taxista denuncia que muitos motoristas e motociclistas estão cruzando a avenida por cima do canteiro central para evitar ir até o próximo retorno, em especial durante os horários de pico. Enquanto estava no local, a reportagem de O DIA flagrou diversos motociclistas fazendo a manobra irregular.

"Se você vier aqui a partir das 17 horas, vai ver a fila de carros aqui nesse canteiro, para passar por cima. O retorno é muito longe, se colocassem até no segundo retorno que existia, tudo bem, mas colocaram lá no terceiro. Muitos clientes estão reclamando porque as corridas aumentaram cerca de R$ 5,00. Antes, a viagem para o Dirceu custava uma média de R$ 11,00, agora custa R$ 16,00", enfatiza.

O mototaxista Gomes de Oliveira, que trabalha na região da Ladeira do Uruguai há 15 anos, também reclama que as corridas diminuíram cerca de 50% com o fechamento do balão, pois, segundo ele, alguns ônibus passaram a parar apenas na rotatória do bairro São Cristóvão. Além disso, até o momento, nenhuma máquina esteve no local dando início às obras.

"Pra gente está complicado porque alguns ônibus estão parando lá no São Cristóvão, perdemos muitas corridas porque não tem mais a rotatória. Até agora só fecharam, ninguém veio trabalhar", afirma. 

Outro lado

A reportagem de O DIA procurou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Piauí, órgão responsável pela obra, mas não obteve retorno até a publicação deste material. O DIA reitera que o espaço continua aberto para quaisquer esclarecimentos.

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