Vendas de máscaras de proteção caem após flexibilização em Teresina

Com a queda do uso obrigatório, cai também a demanda por máscaras, um dos itens mais procurados durante a pandemia

07/04/2022 11:33h - Atualizado em 07/04/2022 13:46h

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Agora que as máscaras deixaram de ser obrigatórias em ambientes abertos e fechados em Teresina, a previsão é de queda também nos rendimentos de quem apostou nelas como o ganha-pão. Se por um lado o acessório que se tornou básico nos últimos dois anos de pandemia trouxe lucro para muitos autônomos da Capital, por outro, com a flexibilização da medida, a dinâmica da economia das ruas foi impactada. Os negócios que comercializam o produto estão amargando prejuízos.

Pessoas circulam sem máscara no Centro de Teresina. Foto: Assis Fernandes/ODIA 

A autônoma Samara Machado trabalha no Centro de Teresina há mais de sete anos. Ela viu o faturamento despencar com a flexibilização do uso de máscara. Segundo ela, durante a pandemia, eram vendidas, em média, entre 30 a 50 máscaras por dia. Hoje, apenas duas saem e a jovem teve que procurar outros produtos para suprir as vendas perdidas.

“A venda de máscaras praticamente não existe mais. A gente vendia, em média, de 30 a 50 máscaras por dia. Agora, só vende três, no máximo. Para suprir as vendas, temos que colocar outras mercadorias. Hoje o preço da máscara é R$ 5. Às vezes vendemos duas por R$ 5 e, mesmo assim, ainda não conseguimos vender”, conta.

Foto: Assis Fernandes/ODIA 

Uma das alternativas encontradas por ela foi vender água de coco. “Eu vendo água de coco e, por enquanto, tem sido uma alternativa no Centro. Além disso, estamos colocando meias, carregadores de celular e até fones de ouvido”, completa.


“Tive um restaurante por mais de 20 anos e fechei na pandemia para vender máscaras. Agora, vou ter que me reinventar de novo”, diz autônomo.

Depois de fechar o restaurante na Zona Sul de Teresina por causa da pandemia e viver da venda de máscaras há dois anos, Cleanto de Araújo, de 47 anos, terá que se reinventar novamente. É que as vendas do produto em seu ponto, no Centro, caíram cerca de 70% com as novas medidas. Ele ainda não sabe o que vai vender depois que a pandemia passar.

“Eu tinha um restaurante, passei 20 anos trabalhando e com a pandemia eu fechei. Com esse baque, tive que me reinventar passando para este ramo de máscaras. Agora, começou a cair o movimento e vou ter que procurar outra maneira de me reinventar. Só aqui no meu ponto, as vendas já caíram 70% e isso já impacta bastante no meu orçamento, principalmente, com o aumento do preço do combustível e dos alimentos”, conta.

Com as incertezas do futuro, ele já começou a estudar outros produtos para vender. “Estou estudando outros produtos para suprir esta necessidade. E isso tudo fica ainda mais prejudicado com a greve dos ônibus porque as pessoas não estão procurando o Centro para comprar. Apesar disso, eu acredito que parte da população vai usar máscaras por um tempo, que vai ser o que eu vou ter para pensar outra alternativa”, disse.

Teresina anunciou o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes abertos e fechados no dia 28 de março. Essa foi a última etapa da liberação do equipamento de proteção na cidade. Com a decisão pelo fim da obrigatoriedade, a capital piauiense passou a fazer parte do grupo de capitais que flexibilizaram o uso da proteção facial. O produto passou a ser obrigatório no Piauí no dia 22 de abril de 2020.  

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