O futebol africano tem uma história rica e cheia de momentos inesquecíveis nos Mundiais. As seleções da África já protagonizaram algumas das maiores surpresas da competição, eliminando favoritos, chegando a fases históricas e conquistando o respeito do mundo inteiro. Se você acompanha o torneio de perto e gosta de fazer uma Bet na Copa do Mundo, conhecer o desempenho histórico dessas equipes faz toda a diferença.
Quatro seleções se destacam acima das demais quando o assunto é campanha africana em Copas. Veja cada uma delas.
Marrocos 2022: a campanha mais histórica do continente
Marrocos reescreveu a história do futebol africano na Copa do Mundo do Catar. A seleção comandada por Walid Regragui terminou a fase de grupos invicta, com duas vitórias e um empate, passando à frente de Croácia, Bélgica e Canadá.
Nas oitavas, o duelo contra a Espanha foi tenso e terminou em 0 a 0 até o fim da prorrogação. Nas penalidades, Achraf Hakimi encerrou a disputa com uma cavadinha no meio do gol, e o goleiro Yassine Bounou brilhou defendendo duas cobranças. Nas quartas, Youssef En-Nesyri fez o único gol do jogo e eliminou Portugal, afastando Cristiano Ronaldo do seu último sonho de título mundial.
Na semifinal, a França impôs dificuldades demais. Theo Hernandez marcou aos três minutos e Kolo Muani ampliou no segundo tempo. Marrocos pressionou, mas não conseguiu o empate.
Mesmo assim, o feito foi histórico: primeira seleção africana a chegar às semifinais de uma Copa do Mundo. O time terminou na quarta colocação, após derrota para a Croácia na disputa pelo terceiro lugar.
Camarões 1990: os "Leões Indomáveis" que chocaram o mundo
Em 1990, na Itália, Camarões se tornou a primeira seleção africana a avançar para o mata-mata de uma Copa do Mundo, e fez isso da maneira mais dramática possível.
Logo na estreia, enfrentou a Argentina, campeã do torneio anterior, e venceu por 1 a 0, mesmo jogando com dois homens a menos após as expulsões de Kana-Biyik e Massing. Depois, bateu a Romênia por 2 a 1 e perdeu para a União Soviética, mas ainda assim avançou em primeiro no grupo.
Nas oitavas, contra a Colômbia de Valderrama e Higuita, dois gols de Roger Milla na prorrogação garantiram a classificação por 2 a 1. O camisa 9, com 38 anos, ficou marcado pela dança característica que fazia ao comemorar cada gol na bandeirinha de escanteio.
Nas quartas, a Inglaterra foi mais forte. O jogo terminou 3 a 2, com Gary Lineker convertendo o pênalti decisivo na prorrogação. Camarões saiu, mas deixou uma marca permanente na história do futebol africano.
Senegal 2002: a geração que desbancou a campeã do mundo
No ano do pentacampeonato do Brasil, Senegal foi outra grande história das seleções da África. Caiu no Grupo A e, logo na primeira rodada, eliminou a França, então campeã mundial, com gol de Papa Bouba Diop.
Após empates com Dinamarca e Uruguai, a equipe liderada por Aliou Cissé, atual técnico do time, avançou às oitavas. Contra a Suécia, o jogo foi para a prorrogação, e Henri Camara fez o gol da classificação aos 104 minutos.
Nas quartas, a Turquia foi o obstáculo final. İlhan Mansız marcou o único gol do jogo logo no começo da prorrogação, encerrando a participação senegalesa. Uma campanha que, até hoje, é lembrada como uma das maiores surpresas da história do torneio.
Gana 2010: o pênalti que parou um continente
A Copa de 2010 foi realizada na África do Sul, o que deixou o continente ainda mais emocionado com a campanha de Gana. A seleção passou em segundo no Grupo D, eliminando Austrália e Sérvia, e avançou para as oitavas.
Contra os Estados Unidos, Gana venceu por 2 a 1 na prorrogação, com gol de Asamoah Gyan. Nas quartas, o duelo com o Uruguai foi um dos mais dramáticos da história da competição.
Muntari abriu o placar para Gana, Forlán empatou. No último minuto da prorrogação, com a bola quase entrando, Luis Suárez usou as mãos para tirar o gol em cima da linha. Foi expulso imediatamente. Gyan foi para a cobrança decisiva e acertou o travessão.
Nas penalidades, Gana perdeu a disputa, e Loco Abreu deu a classificação ao Uruguai com uma cavadinha. O episódio gerou controvérsia mundial e ficou marcado como um dos momentos mais injustos, e mais inesquecíveis, de todos os Mundiais.
O legado africano nas Copas
As quatro campanhas mais marcantes das seleções da África:
● Marrocos em 2022, quarto lugar
● Camarões em 1990, quartas de final
● Senegal em 2002, quartas de final
● Gana em 2010, quartas de final.
O padrão é claro: equipes africanas que chegam longe costumam ter um ponto em comum, organização defensiva, um ou dois jogadores decisivos e a capacidade de vencer duelos que ninguém esperava.
Para quem acompanha o futebol e faz suas Bets pensando nas seleções africanas, esse histórico ajuda a entender que essas equipes raramente são azarão fácil de ignorar. Com Marrocos tendo provado que pode chegar às semifinais e outras nações do continente em processo de evolução, as seleções da África seguem sendo protagonistas em cada edição do torneio.