A tensão tomou conta da torcida nesta tarde durante o intervalo da partida entre Brasil e Japão, válida pela fase de dezesseis avos de final. Reunidos para acompanhar o jogo, os teresinenses viram a seleção terminar o primeiro tempo atrás no placar, depois de sofrer um gol dos japoneses aos 28 minutos e com um gol de empate logo no início do primeiro tempo.
José Braga, morador do bairro Dirceu há 44 anos, é um dos que não perdem a fé na seleção, mesmo diante da atuação apagada. "Sempre acreditei, acredito numa virada por dois a um. A gente não está jogando bem, de jeito nenhum, mas é assim mesmo, o nervosismo sempre acontece", afirmou.
Para ele, a entrada de Neymar no segundo tempo pode ser o fator decisivo para o Brasil retomar o controle da partida. "Tem que entrar, porque é técnico, é habilidoso. O Endrick também, a família dele é piauiense. Ele com a bola no pé é um perigo", completou, destacando ainda a ligação do jovem atacante com o Piauí.
Já Anderson Feitosa fez uma leitura mais técnica do primeiro tempo, apontando falhas no posicionamento da equipe em campo. "No primeiro tempo, o Brasil não conseguiu se encontrar em campo. Ainda não estamos postados taticamente. O atacante está pedindo a bola parado, e, nessa linha de cinco do Japão, instruída do jeito que estão pelo técnico deles, temos que exigir essa bola e fazer a movimentação entre as linhas", disse.
Crítico em relação ao desempenho do meio-campo, Anderson defendeu mudanças na escalação para o segundo tempo. "Acho que o Casemiro já deu, né? Ali é um Fabinho para dar uma consistência melhor no meio de campo. A saída é um Danilo Santos, para dar uma dinâmica maior do que estamos precisando", concluiu.