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Ibovespa abre em leve alta e opera aos 172,5 mil pontos

O Ibovespa opera em leve alta nesta terça-feira (7), cotado a R$ 172.548,33, com variação positiva de 0,06% (R$ 100,75) às 10h30. O principal índice da bolsa brasileira busca recuperar parte das perdas registradas na sessão anterior, quando encerrou em queda de 0,93%, aos 172.447,58 pontos, pressionado por incertezas sobre as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Na sessão de hoje, o Ibovespa abriu aos R$ 172.548,33 e oscilou entre a mínima de R$ 172.438,98 e a máxima de R$ 172.846,25. O movimento reflete um cenário de cautela entre os investidores, que aguardam a divulgação de indicadores econômicos importantes para calibrar suas posições no mercado.

Agenda econômica concentra atenções do mercado

Os investidores acompanham nesta terça-feira a divulgação do IGP-DI de junho pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador, que mede a variação de preços desde matérias-primas até o consumidor final, registrou alta de 0,87% em maio. A leitura de junho será fundamental para calibrar as expectativas inflacionárias e as apostas sobre a trajetória da taxa Selic, atualmente em 14% ao ano.

Também está na pauta a divulgação dos dados de produção e vendas de veículos pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), às 11h. Em maio, a produção do setor automotivo registrou alta de 6,3%, enquanto as vendas avançaram 10,6%. Esses indicadores funcionam como termômetros importantes da atividade econômica e do consumo das famílias brasileiras.

Tensões comerciais com EUA seguem no radar

O Ibovespa continua sob influência das incertezas relacionadas às tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Na segunda-feira, teve início a audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) para avaliar práticas comerciais brasileiras com base na Seção 301 da Lei de Comércio. O processo poderá servir de base para uma eventual sobretaxa de 25% sobre determinados produtos exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano.

Entre os temas analisados por Washington estão o sistema de pagamentos Pix, questões relacionadas ao desmatamento, a política para o mercado de etanol e aspectos ligados à propriedade intelectual. Empresas como Coca-Cola, eBay e Tesla se manifestaram contrárias à medida do governo americano, alegando que o novo tarifaço pode trazer ônus às cadeias de produção.

Cenário macroeconômico e perspectivas

No cenário doméstico, o mercado repercute a melhora nas expectativas de inflação. Pela primeira vez em 16 semanas, os economistas consultados pelo Banco Central revisaram para baixo a estimativa de inflação para 2026, de 5,33% para 5,30%, segundo o Boletim Focus divulgado na segunda-feira. A XP Investimentos também ajustou sua projeção para o IPCA deste ano, de 5,5% para 5,2%.

As projeções para a taxa Selic permaneceram inalteradas, com a mediana das estimativas indicando juros de 14% ao fim de 2026. Para 2027, 2028 e 2029, as expectativas seguem em 12%, 10,25% e 10%, respectivamente. O acumulado do Ibovespa em 2026 permanece positivo, com valorização de aproximadamente 7% no ano.

No exterior, as bolsas americanas encerraram a segunda-feira em alta, com o Dow Jones avançando 0,29% e o Nasdaq subindo 1,12%, impulsionados principalmente pelas ações de empresas de tecnologia e do setor de semicondutores. O dólar à vista fechou a sessão anterior em baixa de 0,71%, cotado a R$ 5,1320.