O presidente da Câmara Municipal de Teresina, Enzo Samuel (PV), voltou a fazer críticas ao atual sistema de transporte coletivo da capital e defendeu que o serviço seja ofertado gratuitamente à população. A declaração foi dada ao comentar a criação de uma comissão que contará com representantes do Legislativo para acompanhar a fiscalização da operação dos ônibus na cidade.
Segundo o parlamentar, o transporte público é um serviço essencial e deveria seguir o mesmo modelo de outras áreas custeadas pelo poder público. Para ele, o atual sistema enfrenta problemas estruturais e não consegue atender adequadamente os usuários.
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“Para mim, o transporte público, assim como outros serviços essenciais, deveria ser gratuito. Não sou contra o subsídio ao transporte, mas hoje as empresas dependem desses recursos e mesmo assim não conseguem prestar um serviço de qualidade à população”, afirmou.
Enzo Samuel também defendeu o rompimento dos contratos com as atuais concessionárias que operam o sistema em Teresina. De acordo com o vereador, há indícios suficientes para que a Prefeitura reavalie a permanência das empresas responsáveis pelo serviço.
“Não sou contra o empresário, mas entendo que as empresas que estão aí não têm mais condições de continuar operando o sistema. O cidadão sofre diariamente com ônibus lotados, atrasos constantes e veículos sem condições adequadas de uso”, declarou.
O presidente da Câmara argumentou que muitos teresinenses têm deixado de utilizar o transporte coletivo devido à precariedade do serviço e passaram a comprometer parte da renda com alternativas de deslocamento.
Para o parlamentar, a crise no setor exige uma reformulação ampla do modelo adotado na capital. Entre as medidas defendidas por ele estão a elaboração de um novo Plano Diretor de Transporte e a realização de um estudo de origem e destino para identificar os deslocamentos da população e redesenhar as linhas de ônibus.
Segundo Enzo Samuel, a última grande reformulação do sistema foi realizada há mais de uma década e acabou impactada pelas mudanças provocadas pela pandemia da Covid-19.
“O transporte público mudou em todo o país após a pandemia. Teresina perdeu usuários, mas continuou utilizando um modelo antigo. Precisamos ouvir a população e modernizar o sistema para que ele volte a atender as necessidades dos teresinenses”, pontuou.
A comissão de fiscalização anunciada recentemente deverá contar com dois representantes da Câmara Municipal e terá a missão de acompanhar o funcionamento do transporte coletivo, fiscalizar contratos e discutir alternativas para melhorar a mobilidade urbana na capital.
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