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Exposição internacional sobre Anne Frank chega a Teresina este mês

A cidade de Teresina recebe, pela terceira vez, a exposição internacional ‘Aprendendo com Anne Frank - Histórias que ensinam valores’, que será realizada entre os dias 11 a 15 de março, no Campus Central do Instituto Federal do Piauí (IFPI). O evento, que é gratuito e aberto ao público, faz parte de uma parceria entre o IFPI, o Projeto Anne Frank Presente, a Casa Anne Frank de Amsterdã e o Instituto Plataforma Brasil de São Paulo. 

A exposição apresenta fatos importantes da vida de Anne Frank, uma adolescente judia alemã nascida em 1929, conhecida mundialmente pelo "Diário de Anne Frank", livro que ela escreveu enquanto se escondia com sua família durante a ocupação nazista dos Países Baixos. Anne morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen em março de 1945, poucos meses antes do fim da Segunda Guerra Mundial. Seu diário foi publicado por seu pai, o único sobrevivente da família, e tornou-se um dos livros mais lidos e estudados do mundo.

Reprodução/PUC
Anne Frank morreu em março de 1945

O acervo é composto por quatro painéis e por uma réplica oficial do diário e do anexo secreto onde ela viveu por mais de dois anos, além do seu uniforme escolar, uma autêntica estrela judaica holandesa, documentos históricos, livros e catálogos que contam a sua história e de sua família.   

Divulgação/Projeto Anne Frank Presente
Réplica do anexo secreto onde Anne Frank viveu escondida com a família

O coordenador do Projeto Anne Frank Presente no Piauí, professor especialista em Direitos Humanos, Randal Vieira, explica que o projeto existe há 10 anos no Brasil e que tem como objetivo trabalhar a temática dos direitos humanos nas escolas, incentivar o hábito da leitura e da escrita, além de conscientizar jovens e adultos sobre os diversos tipos de intolerância que existem na sociedade.

"Muitos estudantes não têm uma compreensão completa do Holocausto. Alguns acham que somente os judeus foram mortos, mas na verdade todas as minorias foram afetadas. A partir daí, começamos a pensar nesse projeto, que iniciou em 2014. Os principais objetivos sempre foram incentivar a leitura através do livro 'Diário de Anne Frank' e conscientizar sobre os males da intolerância, seja por causa da cor, da religião, orientação sexual, mostrando o mal do nazismo”.

Randal VieiraProfessor especialista em Direitos Humanos

A exposição, que também é itinerante e já percorreu outras cidades do Piauí, traz uma reflexão sobre os eventos do passado e sua conexão com os acontecimentos da atualidade. Através das informações e documentos presentes no evento, é possível repensar sobre a importância da empatia, tolerância, respeito mútuo e direitos humanos

“Esse trabalho é muito importante, especialmente se consideramos o contexto atual em que o neonazismo tem ganhado espaço em diversas partes do país. Há dez anos, quando o projeto teve início, fomos criticados por alertar sobre isso. Mas hoje, vemos escolas fechando no sul e sudeste do país por conta de atentos nas escolas relacionados a grupos neonazistas”, acrescenta Randal Vieira. 

Arquivo Pessoal
Professor Randal Vieira, coordenador do Projeto Anne Frank Presente no Piauí

Projeto Anne Frank Presente

O Projeto Anne Frank Presente atua há 10 anos, visando o aprimoramento pedagógico através da valorização dos direitos humanos e do combate à intolerância, além de incentivar o hábito da leitura através do diário de Anne Frank. 

As palestras são ministradas pelo professor Randal Vieira, especialista em direitos humanos, que há mais de 15 anos estuda sobre o Holocausto e a vida de Anne Frank. O professor chegou a pesquisar o holocausto naHolanda, Alemanha, Polônia, França e Bélgica.

O Diário de Anne Frank

"O Diário de Anne Frank" é um livro que narra os pensamentos e experiências de Anne Frank durante os dois anos em que ela e sua família estiveram escondidos em um anexo secreto em Amsterdã durante a ocupação nazista dos Países Baixos durante a Segunda Guerra Mundial.

Anne começou a escrever em seu diário em 12 de junho de 1942, por ocasião de seu aniversário de 13 anos. Seu diário foi seu refúgio, onde ela expressava seus medos, esperanças, sonhos e frustrações. Ela documentou sua vida cotidiana no esconderijo, seus relacionamentos com os outros ocupantes do anexo, bem como suas reflexões sobre a guerra e o sofrimento humano.

Reprodução/PUC
Réplica do diário de Anne Frank

Em agosto de 1944, o esconderijo foi descoberto pela Gestapo e Anne e sua família foram deportadas para campos de concentração nazistas. Anne morreu de tifo em março de 1945, pouco antes da libertação do campo pelas forças aliadas.

Seu pai, Otto Frank, foi o único sobrevivente da família e, após o fim da guerra, ele encontrou o diário de Anne e decidiu publicá-lo. Desde então, "O Diário de Anne Frank" se tornou um dos livros mais lidos e estudados do mundo, traduzido para dezenas de idiomas. Ele oferece um relato vívido e comovente da vida durante o Holocausto, além de transmitir uma mensagem de esperança, resiliência e humanidade.