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Projeto que restringe uso de banheiros femininos por mulheres trans é aprovado na Câmara

A Câmara Municipal de Teresina aprovou nesta quarta-feira (17), em primeira votação, o projeto de lei que restringe o uso de banheiros femininos por mulheres trans em espaços públicos e privados da capital. A proposta recebeu 12 votos favoráveis durante a sessão desta semana e agora seguirá para uma segunda votação, prevista para ocorrer na próxima semana.

Isabela Lopes/ODIA
Projeto que restringe uso de banheiros femininos por mulheres trans é aprovado na Câmara

Caso o texto seja aprovado novamente em segundo turno, ele será encaminhado ao prefeito de Teresina, que poderá sancionar ou vetar a matéria. A apreciação do projeto havia sido adiada após um pedido de vistas apresentado pelo vereador João Pereira. O parlamentar conseguiu postergar a votação por uma semana antes que o texto retornasse ao plenário para deliberação.

Durante a votação, cinco vereadores se posicionaram contra a proposta, enquanto um parlamentar optou pela abstenção.

Veja como votaram os parlamentares:

Votos favoráveis

Votos contrários

Abstenção

A proposta tem gerado debate entre parlamentares e setores da sociedade civil. Defensores do projeto argumentam que a medida busca regulamentar o uso de espaços destinados ao público feminino. Já os críticos afirmam que o texto pode representar restrições aos direitos da população trans e resultar em discriminação.

O vereador João Pereira (PT) afirma que a segunda votação deve confirmar a aprovação do projeto, mas defende a inconstitucionalidade da matéria. "Tem uma votação ainda, mas eu acredito que o placar vai ser o mesmo, mas eu tô com o mesmo foco: o projeto é inconstitucional. O Tribunal de Justiça do Paraná, do Maranhão, de São Paulo já se manifestaram contra projetos desta mesma natureza, que é só um "copia e cola" daqueles estados e encaminhado para cá", disse o petista.

Assis Fernandes / O DIA
João Pereira, vereador de Teresina

Já Petrus Evelyn (Progressistas) comemorou a aprovação em 1º turno do projeto e afirma que a medida visa garantir a segurança das mulheres biológicas em um ambiente de vulnerabilidade, como o banheiro. "As mulheres de Teresina vão se sentir mais seguras dentro do banheiro, vai ser um local mais íntimo pra elas. Temos que proteger as mulheres em todos os espaços", afirmou.

O DIA
Vereador Petrus Evelyn, do Progressistas

Evelyn crê na aprovação em 2º turno e não vê inconstitucionalidade na proposta. "A segunda votação vai confirmar a primeira. E essa questão de inconstitucionalidade é uma visão subjetiva dos julgadores de cada estado", finalizou o vereador.