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Vacinação de gestantes reduz em 81% a circulação do infecções respiratórias e protege bebês em Teresina

A circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) caiu cerca de 81% em Teresina no primeiro semestre de 2026, resultado atribuído principalmente ao avanço da vacinação de gestantes contra o vírus. A informação foi divulgada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), que aponta ainda a ampliação das medidas de prevenção como fator importante para a redução dos casos.

Responsável por causar infecções respiratórias graves, como bronquiolite e pneumonia, especialmente em crianças e idosos, o VSR apresentou queda significativa no município. Entre janeiro e junho de 2026, o Laboratório Central (Lacen) identificou apenas 39 amostras positivas para o vírus, contra 208 registros no mesmo período de 2025, o que representa uma redução de aproximadamente 81,3%.

A diminuição também foi observada nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao VSR. Foram 19 notificações no primeiro semestre deste ano, frente a 100 casos registrados no mesmo período de 2025, uma redução de 81%. Mais da metade dessas ocorrências envolveu crianças menores de um ano, grupo considerado mais vulnerável às complicações da doença.

Divulgação/FMS
Vacinação de gestantes reduz em 81% a circulação do infecções respiratórias e protege bebês em Teresina

De acordo com a FMS, um dos principais fatores para esse resultado foi a introdução da vacina contra o VSR para gestantes, incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em dezembro de 2025. Em Teresina, a cobertura vacinal alcançou 80,49% do público-alvo, superando a meta de 80% estabelecida pelo Ministério da Saúde. A imunização protege os recém-nascidos nos primeiros seis meses de vida, período em que o risco de desenvolver formas graves da doença é maior.

Outro reforço na prevenção ocorreu em fevereiro de 2026, quando a rede municipal passou a ofertar o nirsevimabe, anticorpo monoclonal disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para prevenir infecções graves pelo VSR. O medicamento é destinado a bebês prematuros, com até 36 semanas e seis dias de gestação, e a crianças menores de dois anos com comorbidades específicas.

Segundo a diretora interina de Vigilância em Saúde da FMS, Oriana Bezerra, a redução da circulação do vírus é resultado da combinação de diferentes fatores.

"A queda resulta da combinação de diversos fatores epidemiológicos, incluindo o comportamento natural dos ciclos de circulação viral, a cobertura das estratégias de imunização e as medidas de prevenção adotadas pela população e pelos estabelecimentos de saúde."

A FMS destaca ainda que a redução simultânea das amostras positivas e dos casos de SRAG demonstra não apenas uma menor circulação do vírus na capital, mas também um impacto clínico reduzido da doença entre a população.