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Bastidores do Poder

por Ezequiel Araújo

Solidariedade rompe com base governista e passa a integrar oposição no Piauí

Ao O Dia, o presidente estadual do Solidariedade, Sérgio Bandeira, confirmou que deixará o comando da sigla após a decisão da direção nacional

09/07/2026 às 12h21

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O diretório nacional do Solidariedade decidiu reposicionar politicamente o partido no Piauí e alinhar a legenda ao bloco de oposição liderado por União Brasil e Progressistas. Com a mudança, a sigla deixará oficialmente a base do governador Rafael Fonteles (PT) e passará a atuar ao lado da oposição nas articulações para as eleições de 2026.

Solidariedade rompe com base governista e passa a integrar oposição no Piauí - (Ezequiel Araujo / O DIA) Ezequiel Araujo / O DIA
Solidariedade rompe com base governista e passa a integrar oposição no Piauí

A decisão também provocará mudanças no comando estadual da legenda. A executiva nacional deverá nomear, nos próximos dias, uma nova comissão provisória para assumir a direção do partido no estado, substituindo a atual gestão.

Ao O Dia, o presidente estadual do Solidariedade, Sérgio Bandeira, confirmou que deixará o comando da sigla após a decisão da direção nacional e afirmou que o grupo ligado ao deputado estadual Evaldo Gomes permanece alinhado ao Governo do Estado.

“A executiva nacional do Solidariedade tomou a decisão unilateral que o Solidariedade vai fazer parte da oposição ao presidente Lula e aqui no Piauí vai ficar na oposição ao governador Rafael Fonteles. Então nós estamos agindo de uma forma coerente, onde nós já tínhamos um alinhamento com o deputado Evaldo Gomes, com o governador Rafael Fonteles e a base do governo. Então nós estamos saindo da direção do partido e a executiva nacional vai tomar a decisão de indicar novos dirigentes para o Solidariedade no Piauí”, afirmou.

Segundo Sérgio Bandeira, a decisão também afeta o planejamento eleitoral que vinha sendo construído pelo diretório estadual. De acordo com ele, os pré-candidatos filiados ao Solidariedade deverão conversar com a nova direção para decidir se permanecem na legenda.

“Nós estamos respeitando a decisão da executiva nacional do partido e tomar essa decisão de fazer parte da oposição. E nós estamos passando o nome das pessoas que já haviam se filiado, dos homens, das mulheres que estavam pré-dispostas a disputar a eleição para deputado federal, dentro de uma estratégia que nós havíamos montado. E essas pessoas vão conversar com a nova direção para que eles possam tomar a decisão se disputarão a eleição ou não, nesse novo formato do Solidariedade na oposição”, explicou.

O dirigente afirmou ainda que o diretório estadual não participou da definição e apenas foi comunicado da decisão tomada pela executiva nacional.

“Ontem nós recebemos a informação da executiva nacional que eles tinham tomado essa decisão de que o Solidariedade e faz sentido, porque o Paulinho da Força tem um alinhamento em São Paulo com o pessoal do governo de São Paulo, que é oposição ao presidente Lula. Então, eles tomaram essa decisão e nós acatamos, sem confusão, com tranquilidade, respeitando a decisão da executiva nacional”, destacou.

A mudança ocorre em meio ao fortalecimento do bloco oposicionista no estado, que busca ampliar sua base política para a disputa eleitoral de 2026. Com a adesão do Solidariedade, União Brasil e Progressistas passam a contar com mais uma legenda na construção da chapa majoritária e proporcional.