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Evangelho: Privilégios, e também deveres!

É simples divulgar no Insta, Twitter e Face que Deus é amor e ama a todos (Jo 3:16); mas nem tanto é ser santo em toda a maneira de viver, como ensina a sua Palavra

23/01/2015 22:33h - Atualizado em 28/01/2015 15:37h

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€œAs pessoas querem os privilégios do Evangelho, mas desprezam as obrigações do Evangelho€. Ouvi esta frase essa semana e fui impactada. Primeiro porque a palavra utilizada não foi €œdireitos€, mas sim €œprivilégios€. Tudo o que Jesus nos proporciona não passa disso, é pela sua graça (favor que não merecemos) e amor desinteressado. Ou melhor, com apenas um interesse: o de conceder ao homem a liberdade.

Mas parece que é tão difícil entender que ser livre não significa fazer o que o mundo diz que é legal, mas sim ter o poder de dizer não àquilo que faz mal para mim e para a minha comunhão com Deus. A grande questão é que ter um relacionamento com ninguém menos que o Criador do Mundo, que também decidiu criar alguém especial para dominar sobre toda a criação, é mais sublime que qualquer coisa. ‰ inegociável. ‰ maior e melhor que qualquer prazer momentâneo e terreno.

Em segundo lugar, fui impactada porque comecei a pensar sobre estes privilégios e obrigações. Lembrei-me do jovem rico (Mateus 19:16-22), que teve um encontro com Jesus e tinha o desejo de conquistar a vida eterna, um alvo nobre e por si só admirável. Jesus, então, explicou que ele poderia ter este privilégio, contanto que tomasse uma decisão: a de amar a Deus acima de todas as coisas, incluindo as riquezas que ele acumulava. Isto foi pedir demais ao jovem, que voltou triste para seu caminho, preferindo viver longe de Cristo.

‰ muito fácil querer ser amado por um Ser Perfeito, que nos amou sendo nós pecadores (Rm. 5:8); não tão fácil é aceitar e confessar diante dos homens que Cristo é o Senhor da sua vida (Lc. 12:8). ‰ simples divulgar no Insta, Twitter e Face que Deus é amor e ama a todos (Jo 3:16); mas nem tanto é ser santo em toda a maneira de viver, como ensina a sua Palavra (I Pe. 1:15). Também não exige muitos esforços dizer que segue os passos de Cristo, embora seja difícil negar a si mesmo, tomar a cada dia a sua própria cruz, e então segui-lo (Lc. 9:23). Talvez seja fácil até convidar Jesus para entrar em sua casa, mas exige uma atitude de maior amor sentar-se aos seus pés para ouvi-lo (Lc. 10:42). ‰ bom desfrutar da liberdade religiosa do nosso país, que nos permite ouvir a palavra em muitos lugares e sermos alimentados, porém exige mais esforço decidir obedecer aos ensinamentos de Cristo, o que inclui ir e pregar o Evangelho a toda criatura, e contribuir para que esta Palavra seja pregada em outros países: orando, financiando e indo.

Por fim, é fácil digerir a mensagem do amor, do perdão e do €œvinde a mim todos os cansados e oprimidos€. Mas para ter um relacionamento íntimo com Deus, é necessário se comprometer também com as ordenanças, que incluem carregar a sua cruz, não ter a si mesmo como prioridade e obedecer à Palavra integralmente.  

€œFelizes são os que ouvem a Palavra de Deus e a guardam€. (Lucas 11:28). 

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Edição: Pollyana Rocha

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