O Piauí lidera o ranking nacional de vacinação contra a influenza entre os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, com cobertura geral de 49%. Apesar do resultado colocar o estado na primeira posição do país, mais da metade do público-alvo ainda não recebeu a dose do imunizante.
Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) mostram que a cobertura vacinal alcançou 47% entre as crianças, 62% entre as gestantes e 49% entre os idosos, grupos considerados mais vulneráveis às complicações causadas pelo vírus da gripe.
De acordo com a coordenadora de Imunização da Sesapi, Bárbara Pinheiro, os índices refletem o esforço das equipes de saúde e a adesão da população à campanha, mas ainda estão distantes da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.
“Continuamos em primeiro lugar no Brasil com 49% de cobertura geral. Esse número reflete o compromisso das equipes de saúde e a adesão da população à campanha, mas é importante reforçar que ainda precisamos avançar para ampliar essa proteção”, destacou.
A vacinação contra a influenza segue disponível nas unidades de saúde para os grupos prioritários especiais e de rotina, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). A orientação é que as pessoas que ainda não receberam a dose procurem o posto de vacinação mais próximo.
Considerada a principal forma de prevenção contra casos graves da doença, a vacina reduz o risco de internações e mortes, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. Em períodos de maior circulação de vírus respiratórios, a imunização também contribui para diminuir a pressão sobre os serviços de saúde.
A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 90% dos grupos prioritários de rotina, que incluem crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes.
Além desses públicos, a campanha contempla povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da saúde, professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, trabalhadores portuários e do transporte coletivo, além de pessoas com doenças crônicas ou deficiências permanentes.