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João de Deus diz que escolha do vice de Rafael será fruto do debate interno no PT: “o partido não tem dono”

Ex-presidente do PT, João de Deus afirma que a definição do nome para compor a chapa pura com Rafael Fonteles será feita após ampla discussão com as bases do partido.

05/10/2025 às 16h46

O Partido dos Trabalhadores (PT) vive um momento de intensas discussões internas sobre a formação da chapa majoritária para as eleições de 2026, quando o governador Rafael Fonteles disputará a reeleição. A expectativa é de que o partido lance uma chapa pura, e o nome mais cotado para ocupar a vaga de vice-governador é o do secretário de Educação, Washington Bandeira.

João de Deus acredita que a escolha do vice será fruto de debates internos no partido. - (Arquivo / O DIA) Arquivo / O DIA
João de Deus acredita que a escolha do vice será fruto de debates internos no partido.

Em meio aos debates, o secretário de Assistência Social e Cidadania, João de Deus, que é uma das principais lideranças históricas do PT no Piauí e ex-presidente estadual da sigla, defendeu o modelo democrático de decisões do partido e afirmou que a escolha do vice será resultado de discussão coletiva.

“O PT é bom porque não existe um dono. Todos que pertencem ao partido, todos que integram o partido, têm direito a se posicionar e isso é bom porque sempre o resultado sai melhor do que a escolha de uma cabeça só”, declarou.

Segundo João de Deus, a característica de debate interno é uma marca do partido e deve prevalecer na definição da chapa majoritária, que será construída de forma conjunta com as bases e lideranças estaduais.

“Às vezes, uma escolha de uma liderança, ela prevalece, mas para isso precisa ser debatido, precisa ser discutido. Nosso governador Rafael Fonteles é motivo de orgulho do PT, assim como o nosso ministro, Wellington Dias, e tantas outras pessoas que constroem esse partido, que constroem a história para o Piauí”, destacou.

O secretário afirmou ainda que o processo de escolha não se restringe a nomes isolados, mas envolve uma escuta ampla e participativa dentro do partido, o que, segundo ele, garante unidade e engajamento entre os filiados.

Para João de Deus, o modelo de decisão coletiva adotado pelo PT é o que fortalece a sigla e garante maturidade política nas escolhas.

“É assim que é o PT e acredito que isso é bom porque o fruto do resultado desse debate interno seguramente seria um fruto bem amadurecido e muito mais tranquilo, mais seguro para todo mundo, inclusive garantindo que todos possam se engajar no processo político que se avizinha”, concluiu.