O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Piauí, João de Deus, comentou ao O Dia os recentes movimentos de integrantes da base governista que têm feito acenos à oposição. O dirigente defendeu a unidade partidária e reforçou que acordos políticos individuais não podem comprometer o projeto coletivo do partido no estado nem o alinhamento com os governos do presidente Lula e do governador Rafael Fonteles.
O dirigente regional alertou que tem atuado diretamente na articulação interna do partido para manter a base unida em torno das metas eleitorais de 2026.
“O que estou dizendo é que não podemos deixar se sobrepor ao projeto maior do partido, projeto de Piauí, projeto de Brasil, uma intenção, uma liderança só, uma negociação isolada. É isso que nós estamos dizendo”, disse João de Deus.
Apesar das críticas, o dirigente nega que haja expulsões previstas, mas deixou claro que haverá diálogo firme com os insatisfeitos.
João de Deus reforçou que o PT irá abrir diálogo com toda a sua base e com os partidos aliados, especialmente com aqueles que disputaram eleições municipais em 2024 e se consolidaram como novas lideranças locais, mesmo não sendo eleitos.
“Então acho que o companheiro, qualquer outro dirigente do partido está sendo intimado a fazer esse debate com a gente, para a gente fortalecer o nosso projeto e como eu disse: buscando a reeleição do presidente Lula e do governador Rafael”, argumentou.
Ao comentar sobre eventuais aproximações de aliados com o senador Ciro Nogueira (Progressistas), presidente nacional do PP e adversário do PT, João de Deus foi enfático e destacou que esse tipo de aliança não será permitida.
“O que garante um bom governo é a maioria na Assembleia Legislativa, a maioria no Congresso Nacional e nós não podemos deixar que companheiro nosso, nosso partido, faça acordos individuais favorecendo, digamos assim, um dos maiores adversários nossos, sobretudo que já teve duas oportunidades foi reeleito, foi eleito, reeleito com o nosso apoio e tão logo ele ganhou a eleição ele declarou guerra contra o PT e contra o nosso poder”, concluiu.