Douglas Fonseca Araújo voltou a ser preso nesta sexta-feira (17), poucas horas após ter sido colocado em liberdade, após a Justiça converter em prisão preventiva as prisões temporárias dos investigados na operação que apura a atuação do grupo DF Trader. A decisão atendeu à representação da Polícia Civil do Piauí (PC-PI), por meio da Superintendência de Operações Integradas (SOI).
Com a nova decisão judicial, Douglas permanecerá preso durante o andamento das investigações. Além dele, tiveram as prisões preventivas decretadas Ícaro Teixeira de Sousa, Lucas Soares Coutinho, Eduardo Lima de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu. A Justiça também decretou a prisão preventiva de Tharsio Moura Soares de Gusmão, que é considerado foragido.
Na mesma decisão, foram impostas medidas cautelares diversas da prisão a Janda Maira de Sousa Silva e Vitória Gabriely Conceição Fonseca Araújo, conforme previsto no Código de Processo Penal.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), as investigações prosseguem para esclarecer todas as circunstâncias do caso, identificar outros possíveis envolvidos e vítimas, além de garantir a responsabilização dos investigados.
Operação DF Trader
A operação foi deflagrada no último dia 10 de julho pela Secretaria da Segurança Pública do Piauí, por meio da Superintendência de Operações Integradas (SOI), coordenada pelo delegado Matheus Zanatta. A investigação apura a atuação do grupo DF Trader, suspeito dos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais.
Durante a ação, dez pessoas foram presas e os policiais apreenderam veículos, armas de fogo, documentos, jóias, relógios e outros bens. Um escritório utilizado pelo grupo para as supostas atividades criminosas também foi interditado.
Formulário para vítimas registrarem prejuízos
A Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da Polícia Civil (PC-PI), divulgou nesta quinta-feira (16), uma nota orientando que pessoas que se consideram vítimas do grupo DF Trader preencham formulário disponibilizado pela instituição de forma online. A empresa, conhecida também como DF Group, é investigada pelos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Vítimas do esquema podem formalizar a denúncia diretamente pela internet, sem necessidade de comparecimento presencial em um primeiro momento. O formulário está disponível no link https://cibernoc.lovable.app/denunciar e deve ser preenchido com os dados solicitados sobre o caso. Após o preenchimento, o documento precisa ser assinado eletronicamente por meio da conta Gov.br e encaminhado conforme as orientações indicadas na própria plataforma.