Portal O Dia

Ibovespa recua 0,76% e opera nos 172 mil pontos

O Ibovespa opera em queda nesta segunda-feira (6), negociado a R$ 172.741,16, com recuo de 0,76% em relação ao fechamento anterior. A variação representa uma perda de R$ 1.329,11 pontos no pregão, com o índice devolvendo parte dos ganhos registrados na última sexta-feira, quando encerrou acima dos 174 mil pontos.

Na sessão de hoje, o Ibovespa abriu cotado a R$ 172.741,16 e oscilou entre a mínima de R$ 172.607,75 e a máxima de R$ 174.057,47. O movimento de baixa ocorre em um cenário de cautela dos investidores, que monitoram tanto o ambiente doméstico quanto o internacional.

Contexto do mercado e fatores de pressão

A queda desta segunda-feira interrompe a recuperação observada na última sessão, quando o Ibovespa fechou em alta de 0,84%, aos 174.247,45 pontos, voltando a superar os 174 mil pontos pela primeira vez em cerca de um mês. O movimento positivo da sexta-feira foi favorecido pela baixa liquidez em função do feriado nos Estados Unidos e por dados de produção industrial brasileira abaixo do esperado.

No cenário doméstico, investidores seguem atentos à política monetária do Banco Central, que mantém a Selic em patamar elevado. A pesquisa Focus mais recente mostrou a previsão da taxa básica de juros para o final do ano subindo de 13,75% para 14,00%, refletindo a percepção de que os riscos de alta para a inflação superam os riscos de baixa.

Desempenho no primeiro semestre e perspectivas

O Ibovespa encerrou o primeiro semestre de 2026 com ganho de apenas 6,76%, fechando junho aos 172.024 pontos. O índice registrou quatro meses consecutivos de baixa até o fim do semestre, em um período marcado por incertezas fiscais e pela saída de capital estrangeiro da bolsa brasileira.

Entre os fatores que pressionam o mercado, destaca-se a investigação comercial dos Estados Unidos contra o Brasil, com proposta de tarifa punitiva de 25% sobre diversas importações brasileiras. O cenário base ainda contempla possibilidade de negociação até 15 de julho, com chances de acordo parcial ou ampliação da lista de isenções.

Principais ações e setores em destaque

No pregão atual, os investidores acompanham o desempenho das principais ações do índice. Na última sessão, Vale (VALE3) registrou alta de 0,51%, cotada a R$ 78,64, enquanto Petrobras (PETR4) avançou 0,55%, a R$ 38,19. Os papéis do Itaú (ITUB4) subiram 0,68%, negociados a R$ 42,76.

O mercado também monitora a situação da Vale, cujo conselho aprovou por unanimidade a convocação de uma assembleia de acionistas em 22 de julho para votar a remoção do presidente Daniel Stieler, após pedido da Previ, maior acionista da mineradora. A disputa interna sobre a posição de liderança tem gerado volatilidade nos papéis da companhia.

No setor bancário, as ações seguem sensíveis às perspectivas para a Selic, com o Banco Central sinalizando que tanto uma pausa quanto uma retomada dos cortes são possíveis caminhos para trazer a inflação de volta à meta. O cenário de juros elevados continua favorecendo as margens das instituições financeiras, mas limita o apetite por risco no mercado de ações.