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Ibovespa sobe 1% e supera 173 mil pontos nesta quinta-feira

O Ibovespa opera em alta expressiva nesta quinta-feira (2), registrando valorização de +1,01% e alcançando os R$ 173.416,62 pontos às 10h30. O principal índice da bolsa brasileira acumula ganho de R$ 1.728,01 no pregão, revertendo a queda registrada na sessão anterior e sinalizando recuperação do apetite por risco entre os investidores.

A sessão iniciou com o índice abrindo em R$ 173.416,62, mesmo patamar da cotação atual, demonstrando força compradora desde os primeiros minutos de negociação. Durante a manhã, o Ibovespa oscilou entre a mínima de R$ 171.697,17 e a máxima de R$ 173.442,28, uma amplitude de aproximadamente 1.745 pontos que reflete a volatilidade típica do início do segundo semestre.

Cenário de juros e política monetária impulsionam o mercado

O movimento de alta do Ibovespa ocorre em um contexto de expectativas favoráveis para a política monetária brasileira. A taxa Selic atualmente está em 14,25% ao ano, após o Banco Central ter promovido corte na reunião de junho. O mercado financeiro projeta que os juros básicos devem encerrar 2026 em torno de 13,75% ao ano, segundo o Boletim Focus mais recente.

A perspectiva de continuidade do ciclo de afrouxamento monetário tem beneficiado especialmente as ações do setor financeiro e de consumo, que são sensíveis às variações nas taxas de juros. Analistas destacam que o ambiente de juros em queda historicamente favorece a migração de recursos da renda fixa para a renda variável, ampliando o volume de negociações na B3.

Primeiro semestre positivo e perspectivas para julho

O desempenho desta quinta-feira dá continuidade a um primeiro semestre robusto para o mercado acionário brasileiro. O Ibovespa encerrou os primeiros seis meses de 2026 com alta acumulada de 6,76%, fechando junho aos 172.024,12 pontos. O resultado praticamente empatou com o rendimento do CDI no período, demonstrando competitividade da bolsa frente aos investimentos de renda fixa.

Instituições financeiras de peso mantêm visão construtiva para as ações brasileiras. O Goldman Sachs reiterou recomendação "overweight" para o Brasil entre os mercados emergentes, destacando que as ações locais permanecem com valuations atrativos. A XP Investimentos projeta que o índice pode alcançar os 200 mil pontos nos próximos meses, caso o cenário de corte de juros se confirme.

Fatores externos e riscos no radar dos investidores

Apesar do otimismo predominante, o mercado monitora fatores de risco que podem impactar a trajetória do Ibovespa. No cenário externo, as tensões geopolíticas no Oriente Médio e as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos seguem no radar. O governo americano propôs tarifas de 25% sobre diversas importações brasileiras, com prazo de negociação até 15 de julho.

No âmbito doméstico, a proximidade das eleições de 2026 adiciona volatilidade ao mercado, enquanto a dívida bruta do setor público, estimada em 80,1% do PIB, permanece como ponto de atenção para a sustentabilidade fiscal. A inflação projetada para o ano subiu para 5,04% no IPCA, pressionada pelos preços de combustíveis e alimentos em decorrência do conflito no Irã.

Para o restante do pregão, investidores acompanham a movimentação das principais blue chips, como Petrobras, Vale e os grandes bancos, que tradicionalmente respondem por parcela significativa do volume negociado. O fluxo de capital estrangeiro, que já soma R$ 67 bilhões de entrada na B3 em 2026, continua sendo fator determinante para a sustentação dos níveis atuais do índice.