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PETR4 opera estável e testa R$ 40,70 com petróleo em alta

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) operam em leve alta nesta quarta-feira (15), cotadas a R$ 40,70 às 10h30, com valorização de 0,10% em relação ao fechamento anterior. O papel da estatal oscila em faixa estreita, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário geopolítico internacional que continua a impactar os preços do petróleo.

No pregão de hoje, as ações da PETR4 abriram a R$ 40,41 e atingiram máxima de R$ 40,80, enquanto a mínima foi registrada em R$ 40,35. A variação nominal representa um ganho de R$ 0,04 por ação, mantendo o papel próximo às máximas recentes após a forte valorização observada na sessão anterior.

Petróleo Brent sustenta ações da Petrobras

O principal fator de suporte para as ações da PETR4 continua sendo a valorização do petróleo no mercado internacional. O Brent, referência para a Petrobras, opera acima de US$ 85 por barril nesta quarta-feira, avançando pela terceira sessão consecutiva após os Estados Unidos restabelecerem um bloqueio naval aos portos iranianos próximos ao Estreito de Ormuz.

As tensões entre Washington e Teerã se intensificaram nas últimas horas, com as Forças Armadas dos EUA anunciando uma nova onda de ataques contra o Irã. O conflito reacendeu preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento global de petróleo, considerando que aproximadamente um quinto do petróleo mundial transita pelo Estreito de Ormuz.

Na véspera, as ações da PETR4 avançaram 2,55%, impulsionadas justamente pela escalada geopolítica que elevou os preços da commodity. O movimento sustentou o papel acima do patamar de R$ 40, nível que havia sido rompido durante o pregão de terça-feira.

Desempenho acumulado e perspectivas para PETR4

No acumulado de 2026, as ações da PETR4 registram valorização superior a 35%, partindo de cerca de R$ 30,82 no início do ano para os atuais R$ 40,70. O desempenho reflete a combinação de preços elevados do petróleo, política de dividendos atrativa e melhora nos indicadores operacionais da companhia.

O Dividend Yield da Petrobras nos últimos 12 meses está em torno de 7,24%, segundo dados de mercado, mantendo o papel entre as opções preferidas de investidores focados em renda. A empresa distribuiu aproximadamente R$ 3,69 por ação em proventos no último ano.

Analistas de mercado mantêm recomendação de compra para o papel, destacando a geração de caixa robusta e o potencial de dividendos que podem superar 10% ao ano caso os preços do petróleo permaneçam acima de US$ 65 por barril. O Plano de Negócios 2026-2030 da companhia prevê investimentos de US$ 109 bilhões, sendo US$ 91 bilhões em projetos já em implantação.

Cenário de mercado e riscos

O Ibovespa encerrou a sessão de terça-feira em alta de 0,51%, aos 176.641 pontos, em movimento de recuperação após as perdas registradas no início da semana. O índice futuro operava próximo à estabilidade no início desta quarta-feira.

Entre os riscos para a PETR4, analistas destacam a volatilidade dos preços do petróleo, que permanecem altamente sensíveis aos desdobramentos do conflito entre EUA e Irã. Uma eventual retomada das negociações diplomáticas e normalização do tráfego no Estreito de Ormuz poderia retirar parte do prêmio geopolítico da commodity e pressionar as ações da estatal.

Adicionalmente, investidores monitoram a capacidade da Petrobras de conciliar o elevado volume de investimentos previstos com a manutenção de uma política de dividendos atrativa. A dependência do papel em relação às oscilações do câmbio e às decisões políticas da estatal também figura entre os fatores de atenção para o mercado.