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PETR4 recua 1,23% e opera a R$ 42,42 nesta sexta-feira

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) operam em queda nesta sexta-feira (24), cotadas a R$ 42,42, com desvalorização de 1,23% em relação ao fechamento anterior. O papel registra perda de R$ 0,53 por ação, refletindo o movimento de cautela que predomina nos mercados globais neste pregão.

O ativo abriu o dia cotado a R$ 42,37 e oscilou entre a mínima de R$ 42,15 e a máxima de R$ 42,45 até as 10h30. A amplitude relativamente estreita de negociação, de apenas R$ 0,30, indica que investidores aguardam novos catalisadores antes de assumir posições mais agressivas no papel.

Contexto do mercado brasileiro e petróleo em alta

O recuo da PETR4 ocorre em um cenário misto para o mercado brasileiro. O Ibovespa futuro opera em queda, negociando na faixa dos 176,5 mil pontos, enquanto o dólar comercial oscila próximo a R$ 5,08. Na sessão anterior, o principal índice da B3 encerrou com baixa de 0,46%, aos 176.724 pontos, pressionado pela aversão ao risco nos mercados internacionais.

Paradoxalmente, o cenário para o petróleo permanece favorável. O barril do tipo Brent voltou a superar a marca de US$ 100, impulsionado pela escalada de tensões geopolíticas no Oriente Médio. A commodity acumula alta expressiva de aproximadamente 27% desde a mínima de US$ 71,57 registrada no início de julho, após o colapso de um frágil acordo de paz na região.

Analistas mantêm visão positiva para Petrobras

Apesar da queda pontual, analistas de mercado seguem otimistas com as perspectivas para a PETR4. O Banco do Brasil elevou recentemente sua recomendação para compra, com preço-alvo de R$ 45,00. A instituição destaca o desempenho operacional robusto da estatal e o potencial de valorização diante do cenário de preços elevados do petróleo.

A tese de investimento ganha força com as tensões no Estreito de Ormuz e o bloqueio Houthi a embarques no Mar Vermelho, que ameaçam cerca de 7% da oferta global de petróleo. Nesse contexto, a Petrobras se beneficia como produtora de baixo custo, sem exposição direta às zonas de conflito.

Dividendos e perspectivas para investidores

A Petrobras continua sendo uma das principais pagadoras de dividendos da bolsa brasileira. O último provento distribuído foi de R$ 0,33 por ação, pago em junho. Nos últimos 12 meses, a companhia distribuiu R$ 3,69 por papel, resultando em um dividend yield de aproximadamente 7%.

No acumulado de 2026, a PETR4 apresenta valorização expressiva. O papel iniciou o ano negociado na casa dos R$ 30,36 e acumula ganhos superiores a 40% no período, consolidando-se como uma das ações mais rentáveis do Ibovespa. A combinação de preços elevados do petróleo, gestão focada em eficiência e política consistente de dividendos sustenta a atratividade do ativo.

Investidores devem acompanhar os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e a próxima reunião do Copom, prevista para agosto, que pode trazer novos cortes na taxa Selic e influenciar o apetite por ativos de risco no mercado brasileiro.