A Corregedoria da Polícia Militar do Piauí abriu procedimento administrativo para apurar a conduta dos policiais que atiraram e mataram um homem durante abordagem na cidade de Campo Maior. Na última sexta-feira (26), a guarnição do 15º BPM foi acionada para atender a uma ocorrência de briga de família e ao chegarem ao local, se depararam com o indivíduo armado com um facão.
O homem em questão era Carlito da Silva Santos, 47 anos. Segundo a PM, os policiais tentaram contê-lo primeiramente por meio de diálogo, mas diante da resistência dele, empregaram meios de contenção não letais como arma de eletrochoque (taser) e balas de borracha. Mesmo assim, Carlito teria atacado os militares, ferindo um deles.
“Nesse contexto, houve emprego da força potencialmente letal como medida extrema para cessar a agressão e preservar vidas”, explicou a Polícia Militar em nota. Carlito morreu na hora e os dois policiais feridos precisaram de atendimento médico. Um deles chegou a ser internado e passou por cirurgia.
Conforme informou a assessoria da PM nesta segunda-feira (29), a Corregedoria da Corporação já instaurou o procedimento administrativo para apurar se houve algum excesso ou erros na abordagem conduzida pelos policiais. A Corporação não informou se os PM’s serão afastados das funções enquanto o processo estiver em andamento.
Quanto ao estado de saúde deles, o policial que sofreu lesões leves passa bem. O que passou por cirurgia encontra-se fora de perigo e estável, segundo informou a Polícia Militar.
Paralelamente à apuração conduzida pela Corregedoria, a Polícia Civil também abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Carlito. A família alega que ele teria sofrido um surto psicótico ao atacar os policiais, mas esta informação ainda será checada pela polícia.