A Polícia Civil prestou mais detalhes sobre como funcionava o esquema de exploração de jogos de azar por meio de rifas para lavar dinheiro. A fraude, que tinha como principal instrumento o jogo de azar “Quer Ganhar”, ela cometida no Piauí e em cidades de Minas Gerais, Maranhão e Belém. Os suspeitos movimentaram mais de R$ 11,5 milhão.
De acordo com o delegado Diego Vilhena, que coordenou a investigação, as rifas eram vendidas a R$ 2 o ponto, mas os prejuízos financeiros, quando somados, atingiram somas milionárias. A investigação que culminou na operação Vanitas, deflagrada hoje (24) cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em Teresina, um em Timon, um em Rondon-PA e dez em Pirapora-MG.
“A organização vendia rifas e então manipulava as sobras destas rifas. Eles usavam um número destes que sobravam e aí o sorteio ia só acumulando e, no final, ninguém que comprou a rifa ganhava. Vez ou outra ocorria um lapso e eles acabavam sorteando um número que algum apostador tinha comprado. Nestes casos, quando o apostador pleiteava o prêmio, parte da organização proferia ameaças”, detalhou o delegado Diego.
A organização criminosa geralmente atuava em cidades do interior, abordando pessoas mais humildes. Ainda, segundo a polícia, os suspeitos cooptavam pessoas para vender as rifas e dizia que estavam gerando e emprego e renda nas cidades onde atuavam. Além da venda feita pessoalmente, a quadrilha também promovia as rifas ou propagandas das rifas pelo Whatsapp.
Entre os indivíduos investigados, há três irmãos. Um deles foi detido hoje (24), mas os outros dois continuam foragidos, com mandados de prisão em aberto em seu desfavor.
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De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keikko, há uma investigação em andamento que apura a atuação de um braço da quadrilha desbaratada hoje em municípios do interior do Piauí. O delegado lembra que o crime praticado pelo grupo pode parecer de menor potencial ofensivo pelo fato de um ponto da rifa custar apenas R$ 2, mas que as cifras que eles movimentavam por trás eram vultuosas e dão uma ideia do tamanho do esquema.
“Tem uma organização criminosa por trás. Já tem investigações no âmbito do Piauí, porque as maiores vítimas são pessoas humildes. São pessoas que compraram bilhetinhos desses cidadãos que visitavam os bairros e faziam essa venda por um preço aparentemente barato. Já temos conhecimento de municípios do Piauí que estão sofrendo este tipo de golpe e queremos conscientizar a população”, concluiu Luccy Keikko.