O escritor e compositor Severino 'Buim' Filho voltou às livrarias com uma obra que costura dois universos quase inseparáveis na vida do brasileiro: a música e o futebol. Mais do que catálogo de canções ou crônica esportiva, o livro propõe um olhar sobre como o torcedor que acompanha o Altos, o River ou o Fluminense-PI na Série D aprendeu a preencher o tempo entre uma partida e outra. Há o jogo, claro, mas há também o intervalo: aquele espaço de conversa, de brincadeira e de pequenas disputas caseiras que sempre acompanharam a torcida antes do apito inicial. É justamente nesse intervalo que mora boa parte da cultura de lazer nacional, e é nele que entram passatempos que vão das cartas batidas na mesa de bar até os jogos disputados pela tela do celular.
Esse deslocamento do tabuleiro físico para o ambiente digital ganhou força com a popularização da internet rápida e dos meios de pagamento instantâneos. Quem se interessa por entretenimento de mesa hoje costuma recorrer a guias comparativos que reúnem os melhores sites de poker online dinheiro real no Brasil, materiais que detalham bônus de boas-vindas, segurança das operações, depósitos via Pix, variações como Texas Hold'em e Omaha, além de torneios e mesas de dinheiro vivo. Esse tipo de conteúdo ajuda o leitor a separar o que é confiável do que não é, a entender como funciona cada modalidade e a praticar o jogo de forma responsável, sempre com consciência dos próprios limites. Para o público que já gostava de uma partida de cartas entre amigos, esses guias funcionam como um mapa do terreno digital.
Do quintal ao estádio: o lazer que cerca a bola
No Piauí, como em quase todo o país, o futebol nunca foi só o que acontece dentro das quatro linhas. Em Teresina, a rotina de quem acompanha o Altos, o River ou o Fluminense-PI na Série D mostra bem isso. Antes da bola rolar, a turma se junta, troca palpites e mata o tempo com alguma brincadeira. Buim percebe que essa antessala do jogo é tão rica quanto a partida em si. A música entra como trilha sonora dessas tardes: um forró no rádio, um pagode na caixinha, e o clima de festa já está montado muito antes do hino.
Esse retrato dialoga com o que a pesquisa acadêmica vem apontando sobre o peso simbólico do esporte. Estudos sobre o futebol como identidade nacional e social mostram que a paixão pela bola organiza relações, cria pertencimento e estrutura boa parte das horas livres do brasileiro. Não à toa, análises sobre futebol e cultura popular reforçam como o esporte se entrelaça com a música e a vida cotidiana. O livro de Buim, sem usar linguagem técnica, chega à mesma conclusão por outro caminho: o da memória afetiva e da canção popular.
Como era antes: cartas, dominó e conversa de calçada
Não faz tanto tempo que o lazer do intervalo cabia inteiro numa mesa de bar. O baralho gasto, o dominó de plástico, a sinuca do canto e a conversa puxada na calçada eram o repertório padrão. Em cidades do interior piauiense, esse cenário ainda resiste, e é dele que Buim parte para mostrar como tudo evoluiu sem nunca desaparecer de vez.
A escolha de como gastar o tempo livre nunca foi aleatória. Pesquisas sobre o uso do tempo revelam como o equilíbrio entre trabalho e descanso mudou ao longo das décadas, com reflexos diretos nos hábitos de diversão. O que antes era preenchido por um jogo de truco na varanda passou a competir com a televisão, o videogame e, mais recentemente, o smartphone na palma da mão.
O que mudou: a tela substituiu a mesa
A grande virada está no suporte. Onde havia o tampo de madeira, agora há o display do celular. O mesmo jogador que aprendeu a blefar olhando nos olhos do adversário hoje pode encarar uma partida com gente do mundo inteiro sem sair do sofá. O Pix acelerou esse movimento, tornando depósitos e saques quase instantâneos e eliminando a burocracia que antes afastava muita gente do entretenimento online.
Buim observa que essa transição não apagou a essência do passatempo. A lógica continua a mesma: ler o adversário, decidir a hora de arriscar, lidar com a sorte e com a frustração. Mudou a embalagem, não o miolo. E essa permanência do prazer de jogar, mesmo com tecnologia nova, é um dos fios que o autor puxa para ligar gerações tão diferentes.
Música, futebol e o fio que liga tudo
O trunfo do livro está em mostrar que música e futebol não vivem em compartimentos separados. A canção que embala a comemoração do gol é a mesma que toca quando a partida demora a começar e a galera improvisa qualquer diversão para passar o tempo. Buim transita entre o samba, o frevo, o forró e os hinos de torcida como quem conhece de dentro o cotidiano do brasileiro.
Essa relação entre cultura, esporte e descanso aparece também nos dados. Um estudo recente indica como fatores como escolaridade e renda influenciam as escolhas de lazer, do consumo de música aos jogos de entretenimento. O retrato que emerge é o de um país que diversifica suas distrações, mas mantém o futebol e a música como colunas centrais.
Uma obra que fala do presente
Ao reunir esses elementos, Severino 'Buim' Filho entrega mais do que um livro de memórias. Ele oferece um espelho do agora, em que o torcedor de Teresina pode ouvir um clássico no fone, acompanhar o time pela transmissão e ainda encher o intervalo com um passatempo digital, tudo na mesma palma da mão.
O recado que fica é simples e atemporal. O brasileiro sempre soube transformar a espera em diversão, e segue fazendo isso com as ferramentas de cada época. A mesa de bar deu lugar à tela, o baralho de papel virou jogo conectado, mas o prazer de se entreter entre uma partida e outra continua exatamente o mesmo.