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Governo do Piauí vai usar R$ 2,78 bi do orçamento previsto em 2027 para reestruturar dívida pública

Secretários de Estado apresentaram à Alepi plano de renegociação previsto no PLDO 2027, com economia estimada em R$ 700 milhões por ano aos cofres públicos

06/07/2026 às 16h59

Em audiência pública na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), membros do governo estadual informaram nesta segunda-feira (06) que, dos valores previstos no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2027, que somam R$ 24,16 bilhões, o Executivo pretende destinar R$ 2,78 bilhões à reestruturação da dívida pública.

Governo do Piauí vai usar R$ 2,78 bi do orçamento previsto em 2027 para reestruturar dívida pública. - (Divulgação) Divulgação
Governo do Piauí vai usar R$ 2,78 bi do orçamento previsto em 2027 para reestruturar dívida pública.

O PLDO prevê uma receita de R$ 32,15 bilhões para o próximo ano. Durante reunião na Comissão de Fiscalização e Controle, Finanças e Tributação (CFCFT) do Legislativo, o governo detalhou que os recursos para a reestruturação da dívida sairão de cinco grupos de despesas: obrigatórias, essenciais à manutenção, prioritárias estratégicas, reserva de contingência e demais ações e projetos.

Segundo o secretário de Planejamento, Washington Bonfim (PSB), a reestruturação deve gerar uma economia de centenas de milhões de reais por ano ao estado, além de reforçar sua capacidade de solvência. Ele citou a criação de um limite legal segundo o qual a despesa corrente não pode ultrapassar 95% da receita corrente.

Secretário de Planejamento,  Washington Bonfim. - (Assis Fernandes/O Dia) Assis Fernandes/O Dia
Secretário de Planejamento, Washington Bonfim.

“Precisamos preservar a capacidade de planejamento e isso tem como ponto de partida a reestruturação da dívida pública, que vai nos permitir R$ 700 milhões de economia por ano”, avaliou Bonfim.

Já o secretário da Fazenda, Emílio Júnior, afirmou que uma das prioridades do governo, a partir desses recursos, será ampliar investimentos em segurança pública, educação, saúde e infraestrutura, defendendo que esses aportes estruturam o estado e reduzem custos futuros.

“Quando você faz uma estrada, quando você faz uma via, torna o comércio mais viável e mais barato. Também temos a questão do porto, que queremos consolidar para garantir seu crescimento e sustentabilidade. Temos muitos desafios, mas vamos aprendendo na missão”, finalizou.