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PETR4 recua 1,42% e opera a R$ 38,77 nesta quarta-feira

Ações preferenciais da Petrobras acompanham queda do petróleo Brent no mercado internacional em meio a avanços nas negociações entre EUA e Irã

24/06/2026 às 10h30

24/06/2026 às 10h30

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) operam em queda nesta quarta-feira (24), cotadas a R$ 38,77, com desvalorização de 1,42% em relação ao fechamento anterior. O papel registra perda de R$ 0,56 no dia, pressionado pela retração dos preços do petróleo no mercado internacional.

Os papéis da estatal abriram o pregão a R$ 38,90 e oscilaram entre a mínima de R$ 38,69 e a máxima de R$ 38,98 ao longo da sessão. O movimento de baixa reflete diretamente a correlação das ações da petroleira com a commodity, que vem registrando quedas consecutivas nas últimas semanas.

Petróleo Brent pressiona PETR4 com expectativas de acordo EUA-Irã

O petróleo Brent, referência internacional para a Petrobras, opera em trajetória de queda, negociado próximo a US$ 75 por barril. A commodity acumula perdas significativas desde que sinais de progresso nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã começaram a aliviar as preocupações sobre a oferta global.

A concessão de uma licença de 60 dias por Washington para que o Irã venda petróleo nos mercados internacionais aumentou as expectativas de recuperação mais rápida na oferta global. O tráfego pelo Estreito de Ormuz também apresentou aumento, com produtores do Oriente Médio utilizando rotas alternativas de exportação.

A queda nos preços do petróleo impacta diretamente a geração de caixa da PETR4, uma vez que a receita da companhia está fortemente atrelada às cotações internacionais da commodity. Analistas do mercado apontam que o cenário de preços mais baixos pode pressionar os dividendos da estatal nos próximos trimestres.

Contexto de mercado e perspectivas para Petrobras

O Ibovespa encerrou o pregão de terça-feira (23) em alta de 0,52%, aos 171.258 pontos, contrariando o mau humor das bolsas americanas. O movimento foi impulsionado pela entrada de fluxo estrangeiro e pela queda dos juros futuros após a divulgação da ata do Copom.

Apesar da volatilidade recente, a Petrobras mantém recomendação de compra por parte de diversas casas de análise. A XP Investimentos destaca que a tese de investimento da companhia oferece bom retorno via geração de caixa livre e dividendos que podem superar 10% ao ano se os preços do petróleo permanecerem acima de US$ 65 por barril.

No primeiro trimestre de 2026, a PETR4 reportou lucro por ação (EPS) de US$ 0,9968, superando as expectativas dos analistas. A companhia distribuiu dividendos de aproximadamente R$ 0,33 por ação em junho, mantendo sua política de remuneração aos acionistas.

Dividend yield e atratividade do papel

A Petrobras continua sendo uma das maiores pagadoras de dividendos entre as petroleiras globais. Nos últimos 12 meses, a empresa pagou cerca de R$ 3,69 por ação em proventos, resultando em um dividend yield de aproximadamente 7,47%, acima da média do Ibovespa.

A atual política de remuneração da estatal prevê distribuição de 45% do fluxo de caixa operacional menos investimentos, desde que a dívida bruta esteja dentro do limite estabelecido no Plano Estratégico. O Capex ampliado de 2026, voltado para exploração, refino e projetos de transição energética, pode pressionar os dividendos em relação ao ano anterior.

Para investidores de longo prazo, a PETR4 segue como opção relevante no setor de petróleo e gás, combinando rendimentos correntes expressivos com potencial de crescimento futuro, especialmente com a entrada de novas plataformas no campo de Búzios, no pré-sal.