As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) operam em alta nesta sexta-feira (17), cotadas a R$ 40,61, com valorização de 1,80% — equivalente a um ganho de R$ 0,72 por papel. O movimento ocorre em meio à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz, que sustenta os preços do petróleo em patamares elevados e beneficia a petroleira brasileira.
Os papéis da estatal abriram o pregão cotados a R$ 40,41, mesmo valor registrado como mínima do dia. Ao longo da manhã, a PETR4 renovou sua máxima intradiária ao atingir R$ 40,67, refletindo o apetite dos investidores por ativos do setor de petróleo e gás em um cenário de incertezas sobre a oferta global da commodity.
Tensões geopolíticas impulsionam o petróleo
O petróleo Brent, referência internacional para a Petrobras, opera próximo a US$ 85 por barril, em máximas de um mês. A commodity vem sendo sustentada pela intensificação do conflito no Oriente Médio, com os Estados Unidos ampliando ataques militares contra o Irã nas proximidades do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente.
Segundo analistas, a possibilidade de interrupções no fornecimento de petróleo iraniano mantém os preços pressionados para cima. Relatórios indicam que o tráfego de petroleiros pelo Estreito caiu significativamente nos últimos dias, o que reforça as preocupações com a oferta global e beneficia diretamente empresas produtoras como a Petrobras.
Momento operacional robusto da Petrobras
A PETR4 acumula valorização expressiva em 2026, tendo iniciado o ano negociada na casa dos R$ 30,36. A performance reflete o momento operacional positivo da companhia, que registra produção doméstica em nível recorde, próxima a 2,6 milhões de barris por dia, além de elevada taxa de utilização em suas refinarias.
No primeiro trimestre de 2026, a Petrobras reportou lucro por ação (EPS) acima das expectativas dos analistas, reforçando a tese de investimento baseada em geração de caixa e distribuição de dividendos. O dividend yield anualizado da companhia está projetado em torno de 9% para este ano, o que a mantém como uma das principais pagadoras de proventos da bolsa brasileira.
Contexto do mercado brasileiro
O Ibovespa opera em queda nesta sexta-feira, pressionado pela liquidação global de ações do setor de tecnologia e semicondutores, além do impacto das novas tarifas de 25% anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. No entanto, as ações da PETR4 se descolam do índice, sustentadas pelo cenário favorável para o petróleo.
A Petrobras segue como a ação mais recomendada em carteiras de dividendos de diversas instituições financeiras para o mês de julho. Analistas do BTG Pactual mantêm preço-alvo de R$ 62,00 para os papéis, com recomendação de compra, enquanto a XP Investimentos destaca que dividendos podem superar 10% ao ano caso o petróleo permaneça acima de US$ 65 por barril.
Perspectivas para o ativo
O desempenho da PETR4 nas próximas sessões deve continuar atrelado à evolução do conflito no Oriente Médio e à trajetória dos preços do petróleo. A companhia também monitora os créditos a receber do governo federal, estimados em cerca de US$ 2,5 bilhões, relacionados a subsídios de combustíveis, que podem impactar o capital de giro e a distribuição de dividendos trimestrais.
Com a cotação atual de R$ 40,61, a Petrobras permanece como uma das principais opções para investidores que buscam exposição ao setor de energia e retorno via proventos, em um cenário de preços de petróleo sustentados por riscos geopolíticos persistentes.