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Professor de Demerval Lobão denuncia suposta perseguição por ter problemas de saúde; Prefeitura nega

Servidor afirma que foi transferido sem justificativa, teve aumento de carga horária e desconto de R$ 1,2 mil no salário; município diz que redução ocorreu devido à perda de gratificação e faltas não justificadas.

10/06/2026 às 10h57

O professor Felipe Costa, servidor efetivo da rede municipal de ensino de Demerval Lobão, denunciou ao Portal O Dia uma série de situações que, segundo ele, configuram assédio e perseguição por parte da gestão municipal. O servidor afirma conviver com fibromialgia, depressão, ansiedade e um nódulo nas cordas vocais, condições que exigem acompanhamento médico frequente. Mas, segundo ele, as faltas no trabalho lhe renderam uma mudança de locação e redução salarial.

Sede da secretaria municipal de Educação de Demerval Lobão - (Reprodução / Google Maps) Reprodução / Google Maps
Sede da secretaria municipal de Educação de Demerval Lobão

De acordo com Felipe Costa, os problemas começaram no fim do ano passado. "Estou sendo assediado pela prefeitura de Demerval Lobão desde ano passado, sofrendo perseguições pela Secretária Ângela, supervisora Marcela e prefeito Júnior Carvalho. Começou pela remoção sem (sic) justificativa da minha lotação da Escola Municipal Santo Elias, zona rural, para cidade, sendo que era o local mais perto da minha casa. Procurei a via administrativa alguma justificativa e deram uma resposta genérica", conta.

"Em seguida, pedi mudança de função em razão de problemas de saúde e aumentaram minha carga horária alegando que não estou em sala de aula, mesmo no encaminhamento de lotação ter expressamente a informação que irei exercer atividades docentes e apenas mudei de função, mesmo assim não aceitaram. No mês de maio, recebi um desconto de mais de R$1.200,00 no salário, mesmo estando de atestado médico e feito algumas consultas médicas para acompanhamento do meu quadro de saúde. A administração alegou que o desconto ocorreu porque não cumpri minha carga horária da forma adequada. Mas todas as minhas ausências foram justificadas com atestados e declarações", afirma.

Questionado sobre o que estaria motivando a situação, o professor afirmou acreditar que tanto suas ausências para tratamento médico quanto fatores políticos possam estar relacionados ao caso. "Acredito que as duas coisas. Eles gostam de perseguir e maltratar servidor, principalmente se for efetivo e de Teresina".

Escola fica na zona rural de Demerval Lobão - (Reprodução / Redes Sociais) Reprodução / Redes Sociais
Escola fica na zona rural de Demerval Lobão

Ele acrescenta que precisou se afastar em alguns momentos para dar continuidade ao tratamento de saúde. "Tive que me ausentar alguns dias para fazer tratamento de fibromialgia e sessões com psicólogo e fono. Todas as ausências foram justificadas com atestados e declarações".

O que diz a Secretaria de Educação de Demerval Lobão

Procurada pela reportagem, a secretária municipal de Educação, Ângela Sales, encaminhou nota em que rebate as acusações e esclarece os motivos apontados para a redução dos valores recebidos pelo servidor.

"Em atendimento a indagação feita pelo Sistema O Dia de Teresina, informamos que o profissional em referência está atualmente lotado em função administrativa e automaticamente deixa de receber a gratificação que recebia como professor em sala de aula por cuidar de criança neurodivergente. Informamos ainda que as horas descontadas foram as que não estão justificadas com atestado", disse a nota.

"O profissional autor da denúncia recebe salário referente a professor, porém por não estar em sala de aula perde o valor da gratificação, o que se aplica a todo servidor que deixa de atuar em sala de aula", complementa a nota.