O senador Marcelo Castro (MDB) defendeu que o Congresso Nacional vote ainda antes das eleições de 2026 a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil. Segundo o parlamentar, a matéria já reúne amplo apoio entre os senadores e atende a uma demanda histórica da classe trabalhadora brasileira.
As declarações foram concedidas nesta quarta-feira (1º), quando o senador comentou a tramitação da proposta no Congresso Nacional. Apesar de reconhecer que a definição da pauta cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Marcelo Castro afirmou que o tema já deveria ter sido apreciado pelo Legislativo.
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De acordo com o senador, as transformações tecnológicas e a modernização das relações de trabalho justificam a mudança para uma jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso.
“Essa proposta é uma proposta que é do interesse da classe trabalhadora brasileira. Nós entendemos que no mundo moderno de hoje, com a robotização que nós temos na economia, com a digitalização, com a informática, com a inteligência artificial, a escala 6 por 1 hoje, digamos assim, seria uma escala excessiva. Nós então estamos trabalhando, achamos que o adequado hoje, o mais apropriado, seria uma escala 5 por 2, onde a pessoa empregada trabalha cinco dias e fica dois para se dedicar às suas atividades pessoais, ao lazer e à família”, disse.
Marcelo Castro afirmou ainda que percebe um ambiente favorável à aprovação da proposta tanto na sociedade quanto entre os parlamentares.
“Acho que hoje há um consenso na sociedade brasileira, há um consenso no Congresso Nacional e na hora que isso for colocado em pauta eu não tenho a menor dúvida que ser aprovado praticamente pela unanimidade dos senadores”, relatou.
Durante a entrevista, o senador reconheceu que a principal discussão no momento é o melhor período para colocar a proposta em votação. Segundo ele, parte das avaliações considera o impacto político da matéria em ano eleitoral, mas defendeu que a relevância do tema deve prevalecer.
“Qual é a questão? É se isso deve ser votado antes da eleição para surtir algum efeito eleitoral ou se deve ser votado depois da eleição. Eu acho que é uma pauta tão importante, isso vem sendo trabalhado há tanto tempo, que já passou da hora. Então, se dependesse de mim, já seria votado agora, independente de ser ano de eleição ou de não ser ano de eleição”, explicou.
Questionado se a demora estaria relacionada a uma decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Marcelo Castro afirmou que cabe ao chefe da Casa definir a pauta de votações, mas destacou que os parlamentares continuam trabalhando para acelerar a análise da proposta.
“Eu não diria que seja uma vontade. É uma avaliação que ele está fazendo. Ele é o dono da pauta, o presidente é que tem o poder de pautar ou de não pautar as matérias. Isso ele faz a todo instante juízo de conveniência e juízo de oportunidade e a gente tem que respeitar a decisão dele. Agora todos nós estamos trabalhando para que essa pauta seja votada o mais rapidamente possível”, finalizou.