O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), afirmou que continuará cumprindo agenda administrativa em todo o estado mesmo após o início das restrições impostas pela legislação eleitoral. Segundo o chefe do Executivo, embora as inaugurações de obras sejam vedadas a partir do início do período eleitoral, as visitas técnicas e o acompanhamento das ações governamentais seguirão normalmente. As declarações foram concedidas ao PortalODia.com nesta semana.
Rafael destacou que o Governo do Estado continuará obedecendo rigorosamente às normas eleitorais, mas ressaltou que isso não impede o exercício das funções institucionais do cargo.
“Nós vamos, como sempre, cumprir a legislação eleitoral. E a legislação eleitoral, ela proíbe, obviamente, inaugurações a partir de 4 de julho, mas permite que nós continuemos visitando o Piauí, visitando as ações de governo, porque é o nosso papel”, afirmou.
O governador ressaltou que conciliará a condição de pré-candidato à reeleição com o exercício do mandato.
“Eu serei ao mesmo tempo pré-candidato à reeleição e continuo como governador do Estado. Então, obviamente, que nós temos que obedecer toda a legislação eleitoral mas vamos continuar governando o estado do Piauí, visitando o estado, observando as obras que estão sendo feitas, as ações de governo que estão sendo feitas. Então, isso continua independente dessa vedação eleitoral, que não pode realmente são alguns itens que poderiam configurar disparidade na relação entre os pré-candidatos”, completou.
Evita debate sobre cenário nacional
Durante a entrevista, Rafael Fonteles também foi questionado sobre declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que o citou como uma das lideranças emergentes do campo progressista para o período pós-2026. O governador agradeceu a menção, mas evitou comentar uma eventual sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O nosso foco é o estado do Piauí. Claro que a gente fica lisonjeado com qualquer menção elogiosa, ainda mais vindo de um quadro de renome como é o ministro Fernando Haddad. Mas o nosso foco é absolutamente o Estado do Piauí”, declarou.
Ao ser perguntado se a esquerda deveria realizar um processo interno para definir futuras lideranças nacionais após Lula, Rafael voltou a desconversar e reafirmou que sua prioridade permanece sendo a administração estadual.
“É como eu estou dizendo, o nosso foco é o Estado do Piauí, então eu não tenho como responder essa pergunta”, concluiu.