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Inflação desacelera em junho com queda nos alimentos; veja o que ficou mais barato

Aumento dos preços perdeu força em junho; café, carnes e frutas ficaram mais baratos, enquanto energia elétrica e passagens aéreas pressionaram o índice.

10/07/2026 às 11h10

A inflação oficial do país desacelerou em junho e fechou o mês com alta de 0,16%, após registrar 0,58% em maio. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que a queda nos preços dos alimentos ajudou a reduzir o ritmo de aumento do custo de vida, embora itens como energia elétrica e passagens aéreas tenham continuado pressionando o orçamento das famílias.

Com o resultado de junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, acumula alta de 3,36% em 2026. Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,64%, abaixo dos 4,72% registrados no período imediatamente anterior.

Inflação desacelera em junho com queda nos alimentos; veja o que ficou mais barato - (Reprodução/Magnific) Reprodução/Magnific
Inflação desacelera em junho com queda nos alimentos; veja o que ficou mais barato

O principal alívio veio do grupo Alimentação e bebidas, que caiu 0,24% no mês, após ter subido 1,33% em maio. Dentro de casa, os consumidores encontraram redução nos preços de produtos como café moído, que ficou 3,72% mais barato, frutas, com queda de 1,58%, e carnes, que recuaram 0,64%.

Nem todos os alimentos, porém, ficaram mais baratos. O feijão-carioca registrou alta de 8,31% e a batata-inglesa subiu 3,57% no período. Já a alimentação fora do domicílio também perdeu força, com reajustes menores em refeições e lanches na comparação com o mês anterior.

Conta de luz e passagens aéreas puxaram alta

Apesar da desaceleração da inflação, o grupo Habitação foi o que mais pressionou o índice em junho, com alta de 0,63%. A energia elétrica residencial continuou sendo o item de maior impacto individual sobre o IPCA, influenciada pela manutenção da bandeira tarifária amarela e por reajustes autorizados em concessionárias de diferentes estados.

Outro grupo que contribuiu para o resultado foi Transportes, com alta de 0,17%. O destaque ficou para as passagens aéreas, que aumentaram 7,12% no mês.

Em contrapartida, os combustíveis ficaram mais baratos. O etanol caiu 3,09%, enquanto o óleo diesel recuou 1,19%. Também houve redução nos preços da gasolina, de 0,12%, e do gás veicular, de 0,19%.

Entre os serviços, o grupo Despesas pessoais registrou alta de 0,25%, impulsionada principalmente pelos aumentos nos serviços de cabeleireiro e barbeiro, além do trabalho de empregados domésticos. Já em Saúde e cuidados pessoais, o reajuste dos planos de saúde e a alta dos perfumes contribuíram para o avanço de 0,23%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado como referência em reajustes salariais de diversas categorias, também desacelerou. O indicador registrou alta de 0,14% em junho, após avanço de 0,65% em maio. No acumulado do ano, o índice soma 3,51% e, nos últimos 12 meses, chegou a 4,33%.

Com edição de Ithyara Borges